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sábado, 30 de julho de 2011

O PREÇO DE UMA QUECA GRÁTIS



- É pá, gostava de ter umas quecas grátis, no verdadeiro sentido da palavra. Não digo sempre, mas de vez em quando sabia bem. - Disse ele com um ar cómico.
-É pá! Não me digas que andas a pagar quecas. Um rapaz giro como tu precisa de pagar para poder ter umas quecas? Até me custa a creditar! - Disse eu.
- Sempre! Os homens são uns desgraçados! Sabes, as quecas grátis são as que nos saíem mais caras. na expectativa da queca convida-se a mulher para jantar e pagamos-lhe o jantar, depois sugerismos um bar e pagamos-lhe as bebidas e na hora da queca, se não tivermos para onde ir, pagamos o hotel. Já viste porque preço fica uma queca? - Explicou.
- Pois, assim tens razão. - Digo eu.
- E, às vezes, depois do restaurante e do bar, ainda corremos o risco de ela não querer dar uma queca connosco.
- Sem dúvida. - Concordei.
- É que as mulheres têm a vida sexual muito facilitada, têm sempre um homem disponível para uma queca, nem que seja um amigo.
- É verdade. - Confirmei.
- Então o racicínio é "já que te estás a fazer à queca, ao menos pagas o jantar e os copos e... Percebes?Estás a ver porque digo que gostava de ter uma quecas grátis no verdadeiro sentido da palavra?
- Mas espera lá, se calhar andas a escolher mal as mulheres. Porque não arranjas uma que não espere que a convides para jantar, nem tenhas de a levar para um hotel, uma que queira ter umas quecas grátis contigo porque goste de ti. Não será a solução?
- Nem pensar! Essas quecas custam couro e cabelo! É a conta de telefone, os ramos de flores, o anel de comprometido, as prendas aos familiares, as viagens... e ainda nos exigem o coração e acabam  por ficar com ele! Estás a esquecer-te que já me divorciei duas vezes? - Falou com os braços no ar.
- Cála-te. Não digas mais nada. Não te queixes. Vamos beber uma imperial, pago eu. - Disse-lhe metendo o meu braço no dele. Ele parou e olhou para mim de soslaio. - Nem te atrevas a pensar! - Concluí.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

PARA TI MANA

Que este dia especial seja feliz. Amo-te muito.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A VIDA É UMA PUTA!



- Ela prometeu-me tudo! E depois abandonou-me! Por ela, deixei a família, o emprego, e agora estou só, e sem nada! - Disse ele.
- Mas precisava de fazer o que fez? - Perguntei.
- Precisava. A minha vida passou a depender dela. Deixei de valer um tostão! Hoje não tenho nada e por isso, deixei de lhe interessar! - Respondeu.
A vida é uma puta. Cara, para alguns, uma puta barata, para outros. Mas é uma puta, de qualquer forma!
O amor é sempre uma promessa. Uns cumprem-na, mas a maioria esquece-a ou larga-a ao abandono.
Talvez saiba agora porque imagino o amor, o amor impossível, em vez de o viver. Aquele amor ridículo que me faz sofrer de uma forma estupida! Deve ser para viver com emoção, mas não me deixar afundar. Sei lá!
A vida até pode ser aquilo que programamos, mas acaba por nos colocar num trapézio sem rede. Caír ou não caír não é a questão. A questão é: viver ou não viver? É que, mesmo sem nós, o circo continua. E o circo pode ser bem divertido.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

FRUTA EM FORMATO FÁLICO


A minha colega mandou-me um email com este título e esta bela imagem. O resto era conversa. Depois veio a correr ao meu gabinete a pedir-me para abrir o email. Foi um fartote de riso, melhor dizendo, qualquer fruta põe as mulheres a rir. Basta ver a cara de satisfação da dona do pomar! Ao que parece a produção foi toda assim.
- Não me importava nada de ter um pomar assim! Era só para consumo próprio. Bastava-me que tivesse um fruto para cada semana do mês, todos os meses do ano. Não desperdiçava nada, só quando já estivessem podres até ao caroço. - Disse eu.
- Eu fazia melhor! Congelavo-as. Havia de ter consumo para o resto da vida. - Disse a minha amiga.
- Com esta produção, saiu-lhe a sorte grande! Ah mulher sortuda! Isto só pode ser fruta abençoada! Tem o paraíso garantido! - Acrescentei.
- Vou ver se descubro o endereço e vou-me candidatar para trabalhar na apanha do maracujá, mas quero ser paga em géneros. - Disse ela.
Ah! Realmente! Ainda dizem que as mulheres são complicadas! Ficam felizes e a rir só com a imagem de umas simples peças de fruta. Imagine-se como seria consumi-las!


sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESTRANHO UNIVERSO!



Quando escrevo em representação e nome de um cliente, principalmente tratando-se de afectos, faço-o com emotividade e uma eloquência que me é característica, porque não sei que de outra forma se poderá falar de afectos. O amor, seja em que vertente for, é, em si mesmo, um tema quente e emocional, logo, exige expressividade. Por isso, ofereço aos textos um grande empenho por forma a dar-lhes vida com vista a tocar o receptor naquilo que há de mais profundo no ser humano. Porque o ser humano é um ser essencialmente emotivo e reactivo às emoções dos outros.
Hoje virei-me para o cliente que tinha de ir falar/defender aquilo que eu já tinha entregue por escrito e disse-lhe: -Não se preocupe, só tem de dizer o que sente, fale do seu amor, fale com o coração. Em suma: deixe o seu coração falar. Ninguém é indiferente ao amor.
E ele falou, falou, falou... e não disse nada! Sem expressão alguma no rosto ou nos gestos, sem qualquer emoção! Na verdade, não falou de amor! Porque do amor, não se fala assim! Não! Fiquei a ouvi-lo, a olhar para ele e a questionar-me onde é que andaria o coração deste homem! Onde estava aquela pessoa cujos sentimentos eu descrevi em páginas várias de verdadeira prosa? Fui eu que a criei com a minha imaginação? O que estariam a sentir e a pensar aquelas outras pessoas? O mesmo que eu?
Mas é quase sempre assim quando se trata de homens! Com eles acontece-me frequentemente! Ainda não percebi porque é que a  maioria  os homens (não quero ser injusta), tem tanta dificuldade em expressar e exprimir as emoções na frente de outras pessoas. Parecem blocos de cimento! É tão dificil assim falar de afectos!? Custa dizer que se sente amor? Estamos a lutar por uma pessoa e não deixamos transparecer os sentimentos, deixamos a sensação que se está a lutar por um objecto!
Que frustração! Já não sei se sou eu que invento os outros, os sentimentos dos outros ou se os outros não sabem mostrar os seus próprios sentimentos!
Quando saímos, desanimada comentei: - Não lhe disse para falar com o coração, que tinha de deixar o coração falar sobre os seus sentimentos? - Ele ficou a olhar para mim com cara de parvo e respondeu: - Fiz o meu melhor. - Incrível! - Pensei. Que resultado é que este homem pode esperar da outra parte? Ah minhas ricas palavras! 
Gostava de conhecer o universo interior dos homens. Serão eles tão desprovidos de emoções ou será tudo uma questão de expressão?!  

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ELAS E O AMOR



- Como é que sabemos que o coração está indisponível e quando se pode disponibilizar? - Perguntou ela.
- Sabemos que está indisponível quando temos amor por alguém. E percebemos que se pode disponibilizar quando começamos a pensar numa outra pessoa e essa outra pessoa nos sobressalta, nos faz estremecer à menor coisa, nos põe a sonhar, a suar, a desejar querer estar mais presente e conhecer mais cada pormenor seu. - Respondi.
- O meu coração anda muito disponível! - Comentou. - Mas quando saimos algumas vezes com uma pessoa, ainda que não sintamos isso, como podemos saber que futuramente não venha a acontecer? A paixão ou o amor não pode surgir mais tarde, com o convívio? - Questionou.
- Pode. Somos todos diferentes. Comigo funciona assim, se não sinto estremecimentos e suores frios inicialmente com um homem, fico a saber que o meu coração não está disponível para aquele homem. Primeiro a paixão, depois o amor. Foi sempre assim. Dou-te um exemplo: No início do inverno comecei a cruzar-me todos os dias com um individuo que veio morar para a rua do lado. Há quinze dias ele veio ter comigo, apresentou-se e acompanhou-me no passeio com o cão. A partir daí, mais ou menos à mesma hora eu ia dar o passeio com o cão e ele aparecia e acompanhava-me. É um homem interessante, conversa bem e é divertido. Começou a insinuar-se cada vez mais e convidou-me para sair. A partir do momento em que começou a insinuar-se deixei de desejar a presença dele, alterei as horas do passeio só para o evitar e na hora de sairmos disse que não me apetecia. Percebi que podia criar uma amizade com aquele homem mas não mais do que isso. Nada nele me fazia estremecer e quanto mais se insinuava menos interessante me parecia! É assim que sabemos, sabendo. Pode acontecer que haja uma atracção fisica, um desejo puramente físico que possibilite o contacto, ou mais do que isso, uma empatia e daí surgir uma boa relação embora sem amor, mas isso não é paixão. Eu só consigo sentir o coração disponível ou a disponibilizar-se quando sinto paixão.
- És muito complicada, ou esquisita! É tão fácil sentir paixão! - Afirmou ela.
- Mas eu estou sempre apaixonada! Gosto de renovar as minhas paixões, crio pontos de restauro! Porque eu sou uma idiota. - Justifiquei-me.
- Fogo! - Exclamou - És mesmo idiota! Gostas de sofrer!
Eu ri-me.
- Já lá vai um bom tempo, comecei a sentir uns toques cá dentro logo nos primeiros "contactos"- se assim lhe posso chamar. O tempo foi passando, mas cada vez que se dava um "contacto"- sempre tão raros! - toda eu entrava em ebulição. Ainda hoje é assim! Soube logo que aquele homem me ia raptar a alma e partir-me o coração! Quando voltar a sentir isso por alguém saberei que estou disponível para o amor.

ELAS E ELES


- Ele disse-me: "Não te apaixones por mim, sou um solitário vou-te fazer sofrer e eu gosto de ver os teus olhos a sorrirem."
- Como é que reagiste? - Perguntei com pena que assim tenha sido.
- Fiquei triste. Mas, por outro lado fiquei aliviada. Sabes, aquela ansiedade que trazia comigo era porque necessitava de saber o que ele sente por mim. Com estas palavras fiquei a saber. Não precisei que me dissesse mais nada. E também fiquei a saber o que esperar da nossa relação. Vamos continuar a nos encontrarmos, a viver cada encontro com prazer, a telefonar, a mandar mensagens... até que o destino nos aparte.
Cada uma suspirou para seu lado.
- Se calhar é melhor assim. - Disse eu. - São as relações mais práticas e as menos sofridas. Já quase ninguém se interessa pelo amor ou então andamos todos trocados! Há tempos disse umas palavras semelhantes a uma pessoa: "Não te apaixones por mim, sou uma solitária com o coração indisponível, sentirei quando ele começar a abrir-se e não o sinto neste momento. Vive cada momento com alegria, mas não penses no amor."
- E ele como reagiu?
- Nunca mais me falou!
- Xi! E tu?
- Fiquei aliviada, em todos os sentidos!

domingo, 5 de junho de 2011

AINDA COISAS DE GAJAS


Há pouco ela ligou-me.
- Ontem à noite fiz uma asneira, fui a casa dele.
-  Para tirares a limpo se é ou não é gay? - Perguntei.
- Mais ou menos.
- E então?
- Então, a mãe dele não nos largou. - Disse.
- Ainda que não seja gay, quem o levar a ele tem de levar a mãe. É o dois em um! DESISTO. - Concluiu.
- É melhor do que nada. - Disse-lhe no gozo
- Cala-te.
- O amor é lixado! - Concluí.
Ou será a vida?


sábado, 4 de junho de 2011

COISAS DE GAJAS


As mulheres conseguem ser e ter conversas completamente hilariantes!
Há tempos ela andava numa espécie de namorico com ele, mensagens, vídeos, músicas, jantares e nada mais. Um dia decidiu mandar-lhe uma declaração de amor à qual ele nunca respondeu, nem quis tocar no assunto. Uns dias depois disse-me:
- Acho que ele é gay. - Perguntei-lhe porquê. - Tenho essa impressão!
- Bom, agora que falas no assunto, devo dizer-te que também acho. Quando mo apresentaste tive esse pressentimento, nunca o referi para não te magoar, além de que a aparência leva-nos muitas vezes a conclusões erradas. Se calhar não o é. Pode muito bem não o ser.  - Disse eu.
- Pode muito bem sê-lo. - Afirmou ela. - E agora já meti isso na cabeça e ainda bem porque é a maneira de o esquecer mais rápidamente.
Durantes uns tempos afastou-se dele.
Hoje, a caminho da praia, disse-me:
- Estou toda lixada! Não dormi nada. Tive uma recaída e liguei-lhe. Estivemos toda a noite no pc a conversar e a trocar vídeos. Voltei ao mesmo!
Eu desatei a rir, pois bem sabia que assim iria ser.
Ela olhou para mim, muito séria:
- Não te rias. Estou toda lixada da cabeça. Eu estava tão bem quando ele era gay! Agora que já não o é outra vez, sinto-me angustiada, ansiosa e cheia de desejos que nunca se irão concretizar! Porraaa.!!
- Então o melhor é ele voltar a ser gay. - Concluí.
- Tens razão. Mas acho que esta noite não vou resistir e volto ao mesmo. Arranja-me aí uma música para lhe enviar. - Pediu.
- Manda-lhe aquela do Júlio Iglesias "Hey! Você nunca me amou, agora eu sei! Você nunca me quis e eu te amei...", altamente pirosa mas muito bonita e que eu gosto muito e até a canto no banho, ou então outra do género, por exemplo "El dia que me quieras" do Luis Miguel. - Aconselhei.
- És um anjo! Mando-lhe as duas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SOFRE-SE COM O MEDO DE SE SOFRER!



- Não me quero apaixonar. - Disse ela com os olhos a brilharem após regressar da noite que passou com o rapaz com quem tem saído.
- Porquê? - Perguntei-lhe.
- Tenho medo de sofrer. Não quero voltar a sofrer. - Respondeu.
- Quem tem medo de sofrer não vive e acaba por sofrer de uma outra forma. - Disse eu.
- Não consigo deixar de pensar nele! O que é que eu faço?
- Vive.

Nunca tive medo de me apaixonar. Na verdade, o que eu receio é perder a capacidade de me apaixonar e de não voltar a sentir aqueles nós na garganta e no estomago que nos cortam a respiração, nos tiram o apetite e nos fazem dar voltas na cama. Eu sofro é de saudade de sentir paixão.

sábado, 14 de maio de 2011

POVO QUE LAVAS NO RIO...

Quadro de David que representa a morte de Sócrates
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Há tempos, uma rapariga que se juntou com um rapaz que conheço há muitos anos, solicitou os meus serviços para lhe tratar dum assunto em Lisboa. Pagou uma provisão inicial e depois do trabalho concluido desapareceu sem dar notícias. Decorridos que estavam nove meses, mandou-me um email a pedir que lhe enviasse o recibo do valor pago, para efeitos de IRS. Respondi-lhe que agradecia que se deslocasse ao meu escritório a fim de efectuar o pagamento do remanescente em falta e levantar o respectivo recibo, pagar o IVA, etc. Respondeu-me: "Não estava em crer que tivesse de lhe pagar mais pelo restante trabalho feito, porque afinal a única coisa que fez foi dispender um pouco do seu tempo sem qualquer intervenção por escrito. Agradeço tudo o que fez por mim." E já não precisa do recibo! Portanto, duas tardes no escritório com ela a preparar uma diligência e uma tarde inteira num interrogatório em Lisboa, não é trabalho! Eu até me divirto com isto! A resposta nem vale a pena dizer como foi!
O que mais me irrita é que na primeira página do facebook me aparecem constantemente publicações do dito rapaz com descrições, fotografias e comentários das jantaradas, mariscadas e festas feitas pelo casal! É por estas razões que detesto e não faço uso do facebook, pois todos sabem da vida de todos, um antro de coscuvilhices!
É assim que o português vive! É assim que o português respeita o trabalho dos outros! Que me perdoe quem assim não vive, mas de facto, não vamos a lado nenhum! Cada vez há menos príncipios! Este é um exemplo das muitas criaturas para quem tenho trabalhado e que dão à sola sem qualquer justificação, mas que têm o descaramento de julgar que não precisam de pagar o trabalho que lhes é feito. E muitas destas pessoas são daquelas que vão para a rua gritar por melhores salários, melhores empregos, melhores condições, etc. que eu não tenho nada contra isso e concordo que assim seja. Não é só o país que anda doente, a moralidade nas pessoas também anda a apodrecer!

QUEM LHES PAGA?


"Tolerância Zero"
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Ontem de manhã, quando ia para o trabalho, fui abordada por uma senhora que me disse "Sabe qual é a grande notícia de hoje? É que Jesus a ama muito". Fiquei a olhar para a mulher com cara de parva. Foi então que me saiu esta coisa estupida: "Minha senhora, há muito tempo que estou zangada com Jesus, por isso diga-lhe que não estou interessada em saber da notícia". Virei costas e segui caminho. Mas a mulher seguiu atrás de mim renitente em salvar a minha alma penada. "Não se zangue com Jesus... blá,blá,blá" De repente parei, virei-me para ela e disse-lhe. "Se continuar a chatear-me também me vou zangar muito consigo e a senhora não quer que eu me zangue, pois não?". Calou-se.
Andei uns duzentos metros e vi um homem dirigir-se e cumprimentar uma velhota que seguia ao meu lado. Imediatamente a seguir perguntou-lhe: "Sabe qual é a grande notícia de hoje? É que Jesus a ama muito". Não queria acreditar! Mas o que era aquilo? Estaria eu ainda a dormir e estava a sonhar? Era algum dia especial? Quem eram estas pessoas? Não têm mais nada que fazer do que andar a pregar na rua? Arre! Que criem um blog e escrevam os disparates todos que lhes vierem à cabeça, como eu, mas não chateiem quem não quer ser chateado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

COISAS DE GAJAS

- Faz-me um favor. - Pediu muito constrangida.- Leva daqui o meu tabaco, tira-mo da frente, que eu já nem consigo respirar de tanto fumar!
- Hoje estás intragável! - Comentei agarrando no maço.
- Fiz-lhe uma declaração de amor, completamente explicita e ele nem me deu resposta! Achas normal? Depois de tanto tempo nesta espécie de namoro!... Nem ai, nem ui!!! Calou-se! Então eu não mereço uma resposta, seja ela qual for? - Disse desolada.
- Claro que mereces, é o mínimo. - Disse eu, num tom baixo, acostada à tristeza que lhe pressentia. - Talvez te tenhas precipitado, partindo de um pressuposto errado...
- Cala-te! - Pediu de imediato. - Tu não digas nada. Não te quero ouvir. Se te pões com as tuas divagações e teorias, vou ficar muito mais arrasada. Faz-me outro favor, fica aí em silêncio, a ouvir-me, que preciso de desabafar. Detesto estas tuas fases de análise e meditação, consegues esmiuçar tudo a ponto de me tirares qualquer argumento e esperança.
- Ok. - Sentei-me de frente para ela. - Então só te digo que os homens têm mentes complexas, comportamentos imprevisíveis e estranhos...
- Assim está melhor! Do que eu preciso mesmo, é de os pôr abaixo de cão para ver se elevo a moral. E proíbo-te de me vires com tretas.
- Mas eu nem sequer estou a criticar, não estou no bota-abaixo...
- Então cala-te! 
E falou, falou, falou!
- O que é que achas? - Perguntou depois de muito tempo.
- Não posso falar! Sabes que se me ponho a falar, se te disser mesmo o que penso, vais ficar pior, acabas a chorar... - Respondi.
- Tens razão. Cala-te.

terça-feira, 12 de abril de 2011

COISAS DE GAJAS


A distorção das rosas
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As palavras também se emprestam, o amor é que nunca.
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Esta madrugada tocou o telefone, era uma amiga com quem trabalho, e atendi julgando tratar-se disso mesmo, apesar da hora. Mas não era isso! Precisava que eu lhe dissesse o que haveria de responder a uma certa mensagem, pois havia estado  a noite toda acordada, a trocar mensagens com o homem por quem nutre paixão e encantamento.
Estava pedrada de sono, mas tomada por uma exaltação amorosa extraordinária!
Também eu sentia sono, pois tinha estado até às 03H00 a trocar impressões e conhecimentos de música com o meu filho, a procurar e a ouvir músicas que não conhecia e a escrever coisas sem nexo. Restava-me uma branca na cabeça. Total ausência de raciocínio e de um pingo que fosse, de inspiração!
- Ajuda-me, por favor, só tu me podes ajudar. Diz-me o que hei-de escrever. - Suplicou ela. Mas nada me ocorria! Ao invés de pensar numa daquelas frases poéticas a cercar o ridículo, pus-me a analisar a mensagem recepcionada.

Quando duas pessoas andam na troca de mensagens, textos e músicas românticas, há sempre dúvidas quanto ao significado de tudo aquilo ou de cada uma das coisas . Aquelas que estão apaixonadas tendem a ver tudo cor de rosa e vêem flores por todo o lado, até onde nem existem! Já as cépticas, ainda que apaixonadas, duvidam sempre de qualquer intenção amorosa da outra parte e retraiem-se, dando um passo à frente e a seguir um ou dois atrás!

Logo ela me gritou: - Não quero que interpretes nada, para isso estou cá eu, não me lixes! Só quero que me emprestes as palavras. Inspira-te, deita cá para fora,  que eu escrevo.
Isto porque, ela anda sempre a pedir-me frases emprestadas! E depois diz que sou lírica! Que sou um caso perdido! Faz-me colocar no lugar dela, supôr que estou apaixonada por aquele homem, deixar o ardor florir em palavras que ela vai escrevendo para enviar! No final fica toda contente e diz que sou lírica!
Mas há dias pediu-me para lhe fazer uma frase e eu respondi-lhe que estava descrente o que me retirava a inspiração.
- Mau! - Exclamou! - Detesto quando dizes isso! Seguem-se os discursos racionais, os conselhos práticos e o bota-abaixo! Eu adoro é quando estás lírica.

Mas não ando nada lírica! Estou a atravessar uma fase mais racional, deixo o lirismo para os outros. Agora ando em observação e meditação, o que me torna mais comedida e também mais crítica em relação a tudo. E ela irrita-se comigo quando ando assim, pois não tenho tanta piada, nem lhe faço poemas para poder enviar.

Há pouco ela chamou-me, com um ar gravíssimo, para me mostrar a resposta à dita mensagem.
- Estive o dia todo a pensar, quase duas horas para escrever quatro linhas e cerca de meia hora para ter a coragem de carregar no enter! E agora... já não posso fazer nada! Tudo isto por tua causa!
- Mas, que fizes-te tu? - Quis saber.
- Declarei-me pura e friamente, sem qualquer romantismo!
Li o texto, respirei fundo e disse:- Fizes-te o que tinhas de fazer. É assim que tem de ser, temos de ser nós, genuinas.
- E agora? - Perguntou ela
- Agora seja o que deus quiser!- Exclamei com os braços ao alto... e a rir.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A VIDA É INJUSTA?

VIII
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Ontem recebi este sms:

"... pesso desculpa pela demora, e que eu todos os dias saio no trabalho e vou a patrao n posso faltar porke tenho 4 filhos para cudar s me descontam faz grande deferenca fico por aki e mt obrigada por td n tenho como pagar so deus vai lhe pagar com saude e sorte ok bjs."

Ri-me com o português e a forma de se exprimir.
Esta mulher é uma ternurice! É uma super-mulher! Está a criar os filhos sozinha com o ordenado mínimo, e a ajuda daqueles que reconhecem e valorizam a dignidade e a humildade como grandezas do ser humano. Tem uma força bruta dentro de si e uma tremenda fé. Se ela diz que deus me vai pagar com saúde e sorte, acredito nela. Porque é nisto que eu acredito. São estas pessoas que me fazem acreditar na vida.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ELA E ELES...

VI
.
Ela é uma rapariga engraçada, deve ter uns 32 anos e o marido é um borracho e deve ter a mesma idade. Eles eram um casal perfeito. Ela até dizia, com algum regozijo, que o marido era muito apaixonado, a tratava como uma princesa e a fazia muito feliz. Era agradável a forma como ela falava dele e até invejável!
Mas, há uns dias atrás, o amante dela, que também era um borracho apaixonado pela felizarda, ao ter conhecimento dum segundo amante, sentiu-se traído e, tomado de ciúmes, telefonou-lhe a marcar encontro mesmo à porta do trabalho da dita.
Lá vai o terceiro borracho - tanto borracho, uma pessoa até fica emborrachada! - ao encontro do segundo. Os dois, que até eram amigos, travaram-se de razões e pegaram-se numa feroz luta, mesmo em frente à amada e a todos os trabalhadores do comércio local. Tal foi o arrufo, que acabaram os dois amantes no centro de saúde a tratrar os hematomas e arranhões e, ao que consta, a injuriarem-se na sala de espera.
Sucede que um deles,  não se contendo, agarrou no telemóvel e ligou ao marido da rapariga a contar-lhe toda a história. 
O rapaz, a tremer de ciúmes e de ódio, dirigiu-se ao centro de saúde para tirar satisfações com os seus melhores amigos. Sim, os três contemplados eram, entre si, os melhores amigos. A coisa foi ao rubro! A desordem foi total! Acabaram os três na esquadra, onde dormiram em celas separadas!

Moral da história: Esta rapariga era uma felizarda! 

domingo, 3 de abril de 2011

PENSAMENTOS DISPERSOS

O pombo indiferente ao voo das gaivotas
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Ontem uma amiga pediu-me para a acompanhar na visita a um apartamento, com o propósito de compra. Há muito que o casamento está falido, atingiu aquele nível de agressividade em que só já falta um degrau para atingir o ódio e o amor, ou aquilo que resta dele, se transformar  num animal raivoso.
Apartamento luxuoso, bonito, com apenas um quarto, sala, cozinha e wc, pelo preço de € 145.000,00. Era lindo, mas pequeno e caro. Ela ficou encantada e a fazer contas à vida para aferir das suas capacidades económicas. Não é demasiado pequeno? Muito luxo e pouco espaço? Onde vais meter os teus filhos? Respondeu-me que os filhos ficavam com o pai. E como vais contribuir para o sustento deles? Respondeu que o pai ganhava muito mais do que ela. Que não podia descer de cavalo para burro, sair duma vivenda de sonho e meter-se num apartamento rasca. Já sabia, há muito que repete a mesma história. E, então, perguntei-lhe onde iriam ficar os miudos nos dias em que estivessem com ela, onde dormiriam, que espaço lhes reservava. Disse-me que não queria pensar nisso, poria um beliche em qualquer lado, logo se veria, tinha era de pensar nela e resolver a sua vida. Fiquei perturbada. Como pode uma mãe dissociar a sua vida da vida dos seus filhos?
O que foi? Perguntou ela. O que foi?! Perguntei eu.
Com tanto apartamento razoável e com preço mais acessível, onde pode ter um quarto para cada um dos miudos, criar-lhe um espaço próprio com privacidade, para que possam desenvolver a sua própria identidade e esta mãe só pensa nela, só pensa na decoração, no seu cantinho de luxo! Que materialismo!
Ficou ofendida comigo, as lágrimas vieram-lhe aos olhos e disse-me: isto não é materialismo, é idealismo. No meu ponto de vista, o ilealismo é algo subjectivo que se prende com a fantasia - sonhamos o que idealisamos lutamos pelos nossos ideais com vista a torná-los realidade na medida do possível. Se sonhamos com bem estar físico descurando o lado emocional, arredando aquilo que é essencial a qualquer ser, os filhos, o dever de lhes proporcionar um crescimento saudável física e emocinalmente, estabelecer harmonia entre o físico e o espiritual, para que possam tornar-se adultos estáveis e equilibrados com fortes conceitos familiares e socias...
É puro materialismo! Todos nós idealisamos casas bonitas, bons carros... etc. E cada um deve procurar viver o melhor dentro das suas possibilidades mesmo tendo os seus ideais.
Zangou-se comigo. Mas, mais tarde acabamos a tomar um café juntas, com um ar um pouco pesado, como o tempo. Somos amigas. Ás vezes fico com os filhos dela e sinto uma pena imensa deles, não sei bem de quê ou talvez saiba.
Somos todos diferentes uns dos outros e cada um vale o que vale. Tenho dificuldade em entender esta mulher! Esforço-me. Aceito-a, apesar de andarmos sempre às turras.
Mas penso que cada um vale o que vale não por aquilo que mostra cá fora, mas por aquilo que guarda lá dentro, não pela casa que tem, mas pelos sentimentos que revela.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PENSAMENTOS DISPERSOS


Convidaram-me para um jantar esta noite. Um daqueles jantares de gajas de meia idade, solteiras, divorciadas e separadas, em suma, sozinhas e mal resolvidas, como eu. Um daqueles jantares em que todas falam ao mesmo tempo coisas parvas, barulho estridente como num galinheiro, bebe-se muito alcóol (para adormecer as frustrações), comem-se muitos doces (para amortecer as carências afectivas) e acaba-se a noite numa daquelas estranhas discotecas de Lisboa, à moda antiga, cheia de sofás e mesas, música italiana e latina, de prefência para dançar agarrada, com o tutano espremido contra a virilidade de um gajo qualquer que nos convida para dançar depois de ter dado três ou quatro voltas sobre nós a tirar-nos as medidas como se analisasse um material para investimento! Arre! Agora sou eu que digo: Que coisa tão deprimente!!! Sei do que falo, já me aconteceu anteriormente, por duas vezes. Saí do jantar completamente apardalada pelo barulho histérico de tanta voz feminina, dei por mim em sitios tão esquisitos que nem pensei que pudessem existir, onde homens e mulheres vão, mais para o engate do que para se divertirem. Não danço. Eu que levo a vida a dançar, juro que não danço! Sinto-me incapaz de partilhar intimidades com estranhos que não conheço de lado nenhum, ainda que tenham aspectos desejáveis. Não danço e aborreço-me! Fico estarrecida a olhar para a pista cheia de casais feitos no momento a movimentarem-se num erotismo descaradamente barato. Depois saiem dali para troca de fluidos num sitio qualquer e de madrugada regressam ás suas vidinhas tristes e enfadonhas. É verdade!
Não tenho nada contra estas vidas, estes jantares de mulheres de meia idade que procuram uma fuga para o dia-dia mediocre, nada contra estes locais de engate, onde me parece que há quem se divirta bastante mas, por Zeus! Tirem-me desse filme! Só eu sei o quanto nos conseguimos aborrecer em noites como essas quando não sabemos o que estamos ali a fazer e quase rezamos para que termine rapidamente, principalmente se estamos dependentes da boleia da amiga! Arre! Que deprimente!
Dizem que é muito mais deprimente ficar sozinha em casa, numa sexta-feira à noite a ver filmes. Mas eu gosto. Gosto de estar sozinha e sou viciada em filmes. Que ninguém me tire esse prazer.

quinta-feira, 24 de março de 2011

COMO ESQUECER UM HOMEM!


Depois de assistir à desgovernação, comecei a arrumar o escritório aqui de casa, a colocar papelada velha e inútil no lixo, bem como algumas revistas e fui lendo umas coisas para me distraír. foi então que deparei com um artigo cujo título me chamou a atenção. Não resisto a partilhar, pois já me fez rir a bom rir. Além de me fazer rir, é verdadeiramente útil. Estava escrito em português brasileiro e eu decidi dar-lhe uns toques pessoais em bom português, mas sem o alterar (Ainda não me habituei ao acordo ortográfico!!! Ai, quando é que me habituarei?!) Não estava assinado, mas creio que era um trecho de um livro ou coisa parecida.
Então aqui vai:

COMO ESQUECER UM AMOR?

Oh, que coisa insuportável é esta maldita dor de cotovelo que sentimos quando levamos um chute de um grande amor, não é?

E foi a pensar nos males destas situações que resolvi escrever esta matéria, para a ajudar a nunca mais passar noites em claro, a escutar porcarias de músicas românticas, a chorar como uma alucinada, a pedir para ele voltar:

"Volta querido,que desta vez eu porto-me bem!!!!" Arre! Que deprimente!!"

Para começar, é bom deitar fora todas as fotografias - principalmente aquelas em que os dois estão na praia, a fazer carinha de apaixonados, a dividir um gelado... caso contrário, ao folhear o velho álbum de fotografias da família, vai acabar por dar de caras com a foto do casal de pombinhos bem ali, entre as fotos do baptizado ou do seu tio bebêdo a comemorar o euro 2004.

Quando se sentir solitária e cheia de saudades - sempre carregada com aquele enorme desejo que aparece na hora de dormir - em vez de agarrar no telefone e aceitar o convite que ele fez para darem uma cambalhota no banco de trás do carro, experiemente masturbar-se para ver como 80% da vontade desaparece.
E também desaparece o desejo de se estampar pela milésima vez, pois sabe muito bem como é bom ir para cama com ele, dar aquela queca com o coraçãozinho cheio de esperanças, e acabar por ter de engolir que nada mudou, porque ele não está preparado para nada sério, que só se quer aliviar de vez em quando. Ops! Passou um filme na sua mente, foi?

E é muito importante tirar aquela aura de "maravilhoso" do fulano!

Uma mulher apaixonada é uma mulher iludida, então acabe de vez com estas ilusões. Ficar a pensar que ele é muito bom, o melhor homem do mundo e outras parvoíces, só serve para a enfeitiçar mais e mantê-la mais presa a ele.

Tem mesmo é que pensar nele sentado em numa sanita, com um rolo de papel higiênico nas mãos, a fazer aquela cara de sofrimento, com as veias da testa quase a explodirem! Vamos lá, tente fazer isso para ver como ele deixa de ser um semideus, para se tornar um simples mortal, nem melhor e nem pior que os outros homens.

A maioria das pessoas continua apaixonada pelo que a outra pessoa era, e não pelo que ela se tornou!

Então dê uma boa olhada no seu amorzinho, perceba que ele não é mais aquele gatinho manhoso e atencioso do tempo em que se conheceram. Se reparar bem, verá que o que a prende a ele é o passado e não o presente. Não acredita? Então vamos fazer um teste para tirarmos a dúvida?

Pense neste seu grande amor, e responda-me: Qual é primeira imagem que surge na sua mente? Aposto que é uma imagem bem antiga, do tempo em que achava que ele era o homem da sua vida. Continue a pensar e vai chegar a um ponto em que as coisas começaram a ficar mais feias entre vocês. Neste ponto, vai perceber uma angústia e, inconscientemente, vai sentir vontade de esquecer e de voltar a pensar apenas nos momentos bons. Vê como gosta de se iludir?? E isso é natural, pois a paixão  faz-nos pensar no que o outro tem de bom e esquecer o lado ruim...E assim pode continuar a idolatra-lo, pois deseja isso!

Mas é tudo falso, acredite! Você ama um homem que há muito tempo deixou de existir na sua vida. Sim, se fosse este homem de agora que tivesse aparecido na sua vida, duvido que se tivesse apaixonado por ele.

Tire da sua cabeça toda idéia de se manter casta!
Você não precisa de deixar de provar o sabor de outras frutas só porque uma caiu da árvore e apodreceu. Além do mais, pode apostar que ele não vai deixar de dar umas bimbadinhas só porque você resolveu que nunca mais vai gemer debaixo de outro homem.

Pelo menos nos primeiros dias depois da separação evite usar coisas que fazem com que se lembre dele!

Se todas as vezes que olha para uma salada de pepinos começa a chorar,  a lembrar-se dos momentos que viveu ao lado daquele "macho bem dotado", proíba a sua mãe de comprar qualquer coisa que desperte esta sua nostalgia, como linguiça, salsichão etc. Deite no lixo todos os Cds da Alanis Morissete e da supra-sumo da depressão, Celine Dion, pois o que menos precisa é fundo musical para curtir a fossa.

Também evite ver filmes ultra-românticos, como Titanic, O Morro dos Ventos Uivantes , Ghost ou Sabrina! Troque-os por filmes do tipo "muito anabolisante e pouco cérebro" como Rambo, Exterminador do Futuro e toda a "grande obra" do Van Diesel, com direito a muita pancadaria e pouca conversa fiada!

E quando surgir aquela vontade de sair a correr atrás do amorzão, parar na frente do prédio dele e começar a gritar "Querido, eu te amo!!!!" (oh, coisa deprimente, meu Deus!), ligue para a sua melhor amiga e peça para ela a trancar na casa-de-banho, e só abrir a porta quando passar a crise de abstinência amorosa. Claro, se armar barraca já é muita pobreza para aturar, fazer uma cena patética, implorar por amor, na frente da casa do querido, já é coisa de quem precisa de umas boas palmadas no rabo.

Não frequente os mesmos lugares que ele, e nem fique amiguinha da irmã ou da sua ex-futura-sogra.

Além de ser uma demonstração de falta de respeito próprio, pode acabar criando um ambiente muito pesado, fazendo com que ele (com todo direito) se sinta invadido na sua privacidade por uma chata que não consegue entender que acabou!! Sem contar que, só de pirraça, é bem capaz dele levar umas gatinhas para conhecer o seu quarto, bem na hora em que esteja a chorar as desgraças nos ombros da ex-sogra! Então segure o coração, porque escutar a cama a ranger e saber que não é com você, é o que podemos chamar de sofrimento inútil!

Aprenda a usar o pensamento conflituante para afastar este homem do seu coração

Em vez de pensar: "Meu Deus, ninguém sabe acariciar os meus seios como ele", use um pensamento antagônico como "Só que aquela besta nunca foi capaz de encontrar o meu clitóris!!"

Mas, se ele era bom na cama e nunca precisava de uma mãozinha para encontrar o buraco, então mude para coisas mais pessoais como: "Ele era ótimo na cama, mas estava sempre com as cuecas sujas!!!

Nunca consulte cartomantes ou videntes depois do chute no rabo!

Este pessoal tem um faro impressionante para descobrir as fraquezas de mulheres abandonadas (e burras). Então, para fechar de vez a situação, vai ouvir que "ele ainda te ama", que se vão casar e ter um monte de filhos.
No fim vai acabar saindo mais iludida do que entrou, cheia de esperanças inúteis, além de ter que fazer horas extras para pagar uma "macumba para amarrar homem"!

Depois não adianta ficar com a vergonha de se lembrar que foi capaz de ir a uma encruzilhada, bem no meio do cemitério, para por açúcar nas cuecas dele, fumar charuto e beber "Sidra Cereser"!

Aliás, fazer macumba para prender um homem é o último degrau na falta de vergonha na cara que uma mulher pode descer!!
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É ou não é, um texto engraçado e útil?
Por demais!!!

segunda-feira, 21 de março de 2011

ELES E ELAS


Ele olhava para a fotografia de uma rapariga numa página qualquer do facebook.
- Quem é?- Perguntei.
- Uma boazona. - Respondeu o meu amigo.
- Ah, ok! Mas quem é? - Insisti.
- Não sei, mas gostava de saber. Vou fazer-lhe um pedido de amizade, quero conhecê-la. - Respondeu.
- Assim, sem mais nem menos?!- Questionei. - Mas se não a conheces, como é que a encontraste?
Ele olhou para mim com um sorriso estranhamente idiota e disse:
- Os homens são uns predadores. Nem queiras saber! Nós procuramos, encontramos e depois vamos à luta.
Eu olhei para ele, deixei descaír os ombros e disse numa voz enfraquecida:
- Obrigada por me elucidares da realidade! O que vale é que já estamos na primavera, os astros já estão a meu favor e a minha auto-estima até já começou a subir... não fosse isso e ficava deprimida!
Ele pos-me o braço à volta dos ombros, deu-me um beijo na testa e pediu desculpa.
- Então e o amor? E a alma? E a personalidade?... não interessam? - Atrevi-me ainda a perguntar com alguma desolação.
- Claro que interessam... principalmente ás mulheres. As mulheres são mais selectivas nas coisas do carácter, os homens são mais selectivos no aspecto físico. - Explicou-me com algum comprometimento emocional.
- Larga-me o pc. - Ordenei. - E durante algum tempo não me apareças à frente, não me venhas com choradinhos que estás em baixo e precisas de companhia, pelo menos até ao final da primavera. Põe-te a andar que me arruinas as poucas crenças que tenho.
- Que mau feitio!!! - Comentou. - Pois deixa-me dizer-te, apesar de sermos predadores, são as mulheres que nos controlam, fazem o que querem de nós! Fazem-se de cordeirinhos, põem-nos o pé no pescoço, metem-nos a trela e coitados de nós! Fingimos que somos os maiores! Mas é só a fingir! Elas é que controlam! Por isso, não me fales de amor nem de alma! Estamos desgraçados!  
- Sai-me da frente, desgraçada estou eu que ainda acredito nalguma coisa! Os homens são todos iguais! Filhos da mãe!
Ele riu-se e deu-me um abraço!!!
Os homens perdem horas infinitas no pc a ver gajas! Não conheço um que o não faça! As mulheres não suportam isso! É uma afronta!
As mulheres passam horas infinitas a falar de homens! Ele é o Brad Pitt, o Jeorge clooney, o simon backer, o Cristofer Lambert, o Antonio Banderas, o colega, o amigo do amigo (pronto, já chega!) - acho que os homens nem o sabem! E, inevitavelmente, daqueles que lhes preenchem o coração. Sucede que as mulheres são muito mais discretas.
Os homens olham, as mulheres falam (entre elas, bem entendido).
Mas não quero falar mais nisso. É um assunto que me deixa irritada! Homens!