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sábado, 21 de maio de 2011

PORTUGAL É POBRE E A RICO NUNCA VAI CHEGAR, SE ASSIM CONTINUAR

Do debate que ora nos foi permitido assistir entre os dois maiores líderes políticos nacionais, resultou que levaram a maior parte do tempo a criticarem a acusarem-se mutuamente dos actos do passado do que a apresentarem soluções para o futuro! Ambos elegantes e serenos, mas mais preocupados com as câmaras do que propriamente com o facto de elucidarem os portugueses das posições relativamente às grandes matérias que interessam ao progresso da nação. Lamentavelmente, do meu ponto de vista bem pessoal, ficamos todos quase na mesma! Fizeram-me lembrar os casais em crise conjugal que conferênciam  para apresentarem meios de salvar o casamento, e perdem a maior do tempo com acusações e a libertarem os seus ódios.
"Foi um debate esclarecedor" - Disse José Socrates no final.
A mim deixou-me rigorosamente com as dúvidas do costume, ou seja, não esclarecida. Mas talvez seja falta de inteligência, melhor dizendo, seja burrice minha.
"Foi um debate vivo" - Disse Passos Coelho no final.
Sem dúvida, quanto a isso. Incendiaram-se bastante os ânimos entre ambos, de uma forma elegante diga-se, contudo, não me parece, que tenham iluminado o povo ou avivado a esperânça.
Não me interessa, sinceramente, quem ganhou o debate. O que me interresa é saber o que é que o país vai ganhar ou perder com o programa que cada um deles apresenta. E, sendo eu uma pessoa óptimista por natureza, cheguei ao fim do debate bastante péssimista em relação aos programas sobre os quais fiquei a saber bem pouco, tirando ali uma coisa ou outra, que mesmo assim, não me satisfez. É certo que o debate foi demasiado curto. Penso que o tempo dos debates deveria ser mais alargado. Mas enfim!
Discutiu-se a questão do sistema nacional de saúde, a questão dos contratos de trabalho temporário, entre outras.

Quanto ao sistema nacional de saúde, discute-se se os mais ricos devem ou não pagar os mesmos valores que os pobretanas. Tem razão, os ricos têm dinheiro, devem pagar mais, os pobretanas não têm dinheiro, não devem pagar ou devem pagar menos. Mas então surge aqui uma questão de justiça social, é que os ricos fazem descontos muito superiores aos dos pobres, para poderem ter benefícios do respectivo sistema. Se eles já descontaram muito mais, porque é que têm de pagar muito mais quando recorrem ao sistema? É injusto! Mas, creio que isto até é um falso problema. Tenho uma amiga rica e, há dias estavamos a falar sobre as consultas de rotina para despiste do cancro da mama e do útero e ela disse-me logo que não vai ao centro de saúde, vai ao médico particular e faz tudo por conta própria, porque confia que ficará mais protegida e assegurada. E por falar em seguro, os ricos que conheço, todos têm seguros de saúde e capacidade económica para suportarem as despesas de saúde, não conheço nenhum que se disponha a passar uma manhã ou uma tarde inteira numa consulta no sistema de saúde público. Claro que outra é a questão das despesas com hospitalizações e tratamentos prologados, mas então voltamos ao mesmo que já referi acima! O rico ainda que pague mais, porque é rico e tem dinheiro sempre terá a ssistência de saúde assegurada de uma ou de outra forma, o pobre, ainda que pague menos ou não tenha de pagar, da forma que o sistema funciona adoece, espera e morre.
Assim, mais importante do que quem paga o quê ou quanto de consulta e de taxa, é como melhorar as condições inerentes ao próprio sistema de saúde, instalações, consultas, tempos de espera tratamentos e serviços.
E alguém nos explica porque é que acabaram de contratar mais uma centena de médicos estrangeiros para trabalhar no nosso sistema de saúde - bem pagos, porque os médicos ganham bem  - e os portugueses com médias de 18 valores são, desde há muitos anos impedidos de ingressarem no curso? Com que médias é que estes estrangeiros entraram na faculdade, quantos anos andaram lá? Serão melhores do que nós? Isto não é um problema para o país? Claro que não! O país tem coisas muito mais importantes a resolver que é decidir se o pobre há-de pagar 9,00 € e o rico 20,00 € ou ambos a mesma coisa.  Se um médico estrangeiro aufere um grande ordenado mensal e um português, que até era excelente, mas não foi admitido em medicina, está a receber o rendimento mínimo porque tirou um curso para o qual não tinha aptidão ou apetência nem colocação a final, isso não importa! Pois é, isso não importa a ninguém, só a meia dúzia de intelectuais frustrados que nunca conseguiram tirar o curso dos seus sonhos!

O trabalho temporário, que é a grande maioria do trabalho nacional, exige ainda, actualmente, que haja justificação para o mesmo. Há que referir no contrato o porquê desse contrato ser temporário. Estou farta de fazer contratos de trabalho temporário e também de fazer rescisões desse tipo de contratos. Discute-se se deve ou não haver justa causa para a realização do contrato e para a sua rescisão. Na verdade, 70 a 80 % desses contratos usam falsas, mas legais, justificações quer no acto da sua realização quer no acto da sua rescisão. É sempre a questão das necessidades sazonais e da crise, e tudo passa, porque válido.  Alguém apura se efectivamente aquela empresa tem capacidade para contratar empregados de uma forma estável e assegurar-lhes o posto de trabalho? Bem sei que com a crise do momento é dificil, mas tudo funcionava assim antes da grande crise. Alguém apura se o patrão que rescinde o contrato com um trabalhador, a seguir vai contratar outro nas mesmas condições de precaridade, precisamente para o mesmo cargo e funções daquele que acabou de dispensar? Ninguém! Há muitos anos que o contrato de trabalho serve de escape para se empregarem pessoas por baixos salários. Ao fim de um ou dois anos vão para a rua e contratam-se outros pelo mesmos valores. Não se procedem a aumentos e as indemnizações são bastante inferiores. Além disso a necessidade e a instabilidade laboral leva a que as pessoas aceitem quaisquer salários e condições. Daí que, um trabalhador de escritório, se for preciso, daqui a um ano está a trabalhar num balcão ou nas obras! Mesmo que se invista em formação, é dinheiro deitado fora e há um subaproveitamento da parte do formando. Ninguém vai a lado nenhum com isto! É que, apesar do patrão arrecadar dinheiro porque paga salários inferiores, a produção e o rendimento empobrece porque não se investe em mão-de-obra qualificada e eficiente. Então não haverá que rever a política de emprego, ao mesmo tempo que se discute em concreto a justa causa do contrato a termo? É que, na prática, com ou sem justa causa, os resultados são os mesmos, acaba sempre por se dar a volta à lei. A solução tem de ir para além da mera formalidade da lei laboral, a qual, em constante alteração nos últimos anos continuar a não enfrentar cabalmente o problema social do trabalho ou a falta dele.

Por este andamento, hoje não me calava! E talvez só esteja a dizer disparates!

Isto sou eu a divagar, que nunca entendi de política e que embora me tenha especializado em economia e empresas, acabei por me dedicar bem mais ao direito da família, às relações e mediação familiar, à música, à poesia e ao amor. Vou, mas é, ver um filme.

terça-feira, 17 de maio de 2011

AI PORTUGAL, PORTUGAL!

Eu que detesto política, não resisto a falar sobre a mesma. À beira das eleições e não encontro o voto!
Faço uma resenha da vida política nacional, desde que me lembro dela e lhe comecei a dedicar algum, ainda que pouco, interesse.

1980 - Governo de Sá Carneiro/ AD-Aliança democrática. Do que me lembro é de uma enorme agitação política e dum país com um grave deficit económico.

1981-1983 - Governo de direita PSD, CDS, PPM/ Pinto Balsemão. A agitação política continua. A economia vai de mal a pior com o agravar da despesa pública.

1983-1985 - Governo de Mário Soares/PS-PSD- Bloco Central. Lembro-me da agitação política. Tivemos a intervenção financeira do FMI numa altura de grande desemprego e uma elevadissima taxa de inflação. Só se falava na CEE. Milhares de jovens recém formados não tinham colocação e muita gente emigrou. O meu irmão ficou desempregado, uma das minhas irmãs emigrou pra a França, a outra acabou o curso e ficou à nora e eu, a mais nova curtia música, lia desenhava e fazia poemas. A minha família vivia razoavelmente bem e não cheguei a sentir a crise.

1986-1995 - Governo de Cavaco Silva/PSD. Entramos na CEE e entraram grandes ajudas económicas. A inflação desceu e o emprego cresceu. Começaram as grandes privatizações e um grande aumento do funcionalismo público. Criaram-se inúmeras universidades privadas, construíram-se estradas e o grande Centro Cultural de Belém. O país teve um falso crescimento. Com as ajudas que vinham de fora atribuíram-se milhões de escudos em subsídios a fundo perdido aos empresários, sem que houvesse um verdadeiro controlo sobre a aplicação dos mesmos. Assistiu-se à exibição de riqueza nova e fácil. Os empresários exibiam grandes carros, construiam grandes moradias e piscinas, faziam férias no estrangeiro, enquanto as empresas subsidiadas iam sobrevivendo sem uma gestão adequada, o que viria a resultar, mais tarde, no endividamento das mesmas, no seu fim e de novo o desemprego a crescer.

1995-2002 - Governo de Guterres/PS. Aderimos à moeda única. O endividamento do estado aumenta devido à nossa fraca competitividade. As privatizações continuam e as grandes contruções também, estradas, a barragem do Alqueva. Portugal era, então, um país moderno e desgovernado! A despesa pública era enorme, o investimento na produção era nulo.

2002-2004 - Governo de Durão Barroso e Paulo Portas/PSD/CDS-PP. Durão Barroso o político das promessas! A única coisa que fez foi abandonar o barco, quando o barco já estava praticamente no fundo.
Começam os rumores da pedófila na Casa Pia envolvendo figuras da vida pública e política. É a descrença nas nossas instituições e naqueles que as governam. O desemprego cresce. Mais uma vez, ao invés de se investir na produção nacional, investe-se em obras, gastaram-se milhões de euros (até dói!) na construção de inúmeros estádios de futebol para o campeonato europeu de futebol. Continuamos sem escolas decentes e sem hóspitais!

2004-2005 - Governo de Santana Lopes e Paulo Portas/PSD/CDS-PP. Surgem os grandes processos de corrupção. São inúmeros os escandalos públicos! Já não sabemos em quem confiar, em quem acreditar. Investe-se em submarinos para patrulharem o fundo dos nossos oceanos. Também nós nos afundamos cada vez mais. O governo é demitido por incompetência.

2005 em diante - Governo de José Sócrates/PS. Vários são os escândalos e as mentiras a envolverem o PM, em quem, infelizmente votei na primeira eleição. As grandes gestões, nos vários sectores, desde a saúde, educação, segurança social, administração pública, são ruinosas. Um governo governado pelos bancos e pelas grandes empresas. Era impossível sobreviver à crise mundial no estado em que o país se encontrava!

Perante isto, com todos estes sucessivos governos do centro e da direita que conduziram o país ao estado em que se encontra, em quem devo votar? Nos mesmos de sempre? Então resta-me a esquerda esquerda. Porém, vivo num concelho cuja câmara é de esquerda e o que observo é que a mesma é um verdadeiro tacho do partido, só ali trabalha e arranja emprego quem está inscrito no partido, ainda que a sua verdadeira ideologia seja outra, Afinal é preciso sobreviver! E é isto que desejamos numa governação?
Assim, sou obrigada a concluir que não encontro alternativa para o meu voto. E para mim, que nem sequer me interesso por política, isto é verdadeiramente preocupante! Estou tão descrente que nem sei o que fazer! Claro que isto também me tira o sono, não é apenas o amor não correspondido. Afinal, não se vive só de amor!

sábado, 14 de maio de 2011

COISAS PARVAS




Não gosto de política. Vou observando para me manter informada. Os nossos políticos assemelham-se aqueles cônjuges que não aceitam o divórcio. Apresentam discursos para salvar um casamento em ruínas, prometendo rigorosamente aquilo que prometeram quando se casaram. Mas não resultou, pois não? Apesar das promessas de um futuro de felicidade e prosperidade, o que aconteceu foi um progressivo desencanto, desentendimentos, chatices e mal-estar. Pouco dinheiro, cada vez mais contas para pagar, cada vez mais filhos improdutivos para sustentar, cada vez menos rendimentos, cada vez mais mentiras, mais discussões e zangas. E de nada adiantou a construção da moradia de sonho, a piscina no jardim, o plasma na sala, porque os créditos estrangularam todas as hipóteses de alegria. Coligaram-se aos amantes mais prometedores e deitaram-se nas camas mais convenientes. Ambas as partes descontentes a tentarem sobreviver.
Quando a parte mais descontente reclama o divórcio, vem a outra parte, porque enfim não quer ser despojada do satus adquirido, pelas mais diversas razões, mas já não própriamente pelo amor que entretanto se perdeu e que às vezes nunca chegou a existir, prometer uma melhoria, uma recuperação, etc e tal. Então aquilo que não resultou vai passar a resultar? Quem não fez quando podia e devia, vai passar a fazer?
Por mera figura de estilo direi, nós a esposa descontente e arruinada, só temos ex-maridos a candidatarem-se ao nosso coração, como poderemos escolher um deles e entregarmos-lhe o nosso futuro? O que fizeram connosco quando connosco se casaram? Afinal, não foram todos estes candidatos que nos levaram à tristeza e descrença? O pior é não haver alternativa! É que nenhuma paixão nova surgiu entretanto ao longo de anos. E nós precisamos de alguém para nos governar o coração! Sabemos à partida que não iremos ser felizes seja lá qual for o escolhido. Já os conhecemos a todos bem demais! Somos, portanto, uma esposa desesperançada!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

OH PORTUGAL, PORTUGAL!

Foto: Lisboa - Terreiro do Paço


15 de Novembro de 2009- publicado em IN VERBIS - Revista Digital de Justiça e Sociedade

"Face à divulgação pela Comunicação Social de notícias provenientes de várias fontes sobre as escutas ocorridas no processo conhecido como "Face Oculta" e tendo em conta a contínua violação do segredo de justiça e o alarme social que esta situação está a causar, impõe-se esclarecer o seguinte:

1º Em 26 de Junho e em 3 de Julho do corrente ano foram recebidas na Procuradoria-Geral da República duas certidões remetidas pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro, entregues pelo Procurador-Geral Distrital de Coimbra e extraídas do processo conhecido por "Face Oculta", acompanhadas de vinte e três CD's, contendo escutas;

2º Em seis das escutas transcritas intervinha o Primeiro-Ministro;

3º No despacho do Senhor Procurador Coordenador do DIAP de Aveiro e no despacho do Senhor Juiz de Instrução Criminal sustentava-se que existiam indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito;

4º Após cuidada análise das certidões, o Procurador-Geral da República, em 23 de Julho de 2009, não obstante considerar que não existiam indícios probatórios que levassem à instauração de procedimento criminal, remeteu ao Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça as certidões em causa, suscitando a questão da validade dos actos processuais relativos à intercepção, gravação e transcrição das referidas seis conversações/comunicações em causa;

5º Em 4 de Agosto foram entregues ao Senhor Presidente do STJ as referidas certidões e respectivos CD's;

6º Por despacho de 3 de Setembro de 2009 o Senhor Presidente do STJ, no exercício de competência própria e exclusiva, julgou nulo o despacho do Juiz de Instrução Criminal que autorizou e validou a extracção de cópias das gravações relativas aos produtos em causa e não validou a gravação e transcrição de tais produtos, ordenando a destruição de todos os suportes a eles respeitantes;

7º Em 24 de Julho, foram recebidas mais duas certidões acompanhadas de dez CD's, em 10 de Setembro mais duas certidões acompanhadas de cinco CD's, em 9 de Outubro uma certidão com dois CD's e em 2 de Novembro outra certidão;

8º Em 2 de Novembro foram ainda recebidas mais quatro certidões, acompanhadas de cento e quarenta e seis CD's;

9º Por despacho de 30 de Outubro, o Procurador-Geral da República enviou ao Procurador-Geral Distrital de Coimbra um despacho em que:

a) Se solicitava a remessa de informações e elementos complementares em relação às certidões recebidas;

b) Se remetia certidão da decisão do Presidente do STJ, solicitando-se a promoção de diligências para o cumprimento do despacho por ele proferido;

10º Em 13 de Novembro, pelas 18h 30m, o Procurador-Geral Distrital de Coimbra entregou pessoalmente ao Procurador-Geral da República os elementos solicitados;

11º Esses elementos complementares contêm relatórios de cento de quarenta e seis conversações/comunicações, sendo que cinco respeitam ao Primeiro-Ministro;

12º Após análise global será, até ao fim da próxima semana, proferida uma decisão;

13º Saliente-se que, contrariamente ao que alguma comunicação social tem noticiado, seguiram-se todos os procedimentos normais, sem qualquer demora (como se vê das datas referidas), e que entre o Procurador-Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça existiu completa concordância no que respeita ao caso concreto;

14º O Procurador-Geral da República reafirma, tal como sempre o fez, que ninguém, designadamente políticos, poderá ser beneficiado em função do cargo que ocupa, como não poderá ser prejudicado em função desse mesmo cargo, devendo a lei ser aplicada de forma igual para todos."

Lisboa, 14 de Novembro de 2009 O Procurador-Geral da República Fernando José Matos Pinto Monteiro



O cidadão comum quando é difamado, insultado e ofendido, recorre à lei para repor o seu bom nome. "A lei é aplicada de igual forma para todos". - Sublinho, porque é o que se diz acima e é suposto ser verdade (nisso acredito eu, ou pelo menos tento acreditar). Não basta uma declaração pública em que nada se declara senão a própria negação dos actos ou factos. É do senso comum, porque é prática habitual, todos negarem os seu crimes ou delitos. Não basta uma declaração que apenas nos leva a todos a pensar o seguinte: "Que lata a deste fulano!"
Chegados a este ponto, ou o nosso PM limpa o seu nome (que "bom" nome não sei se deva usar a expressão) e tem os meios adequados para o efeito (aliás, como todos) ou resta-nos uma certeza: não há nada a limpar senão o lixo que se tem vindo a acumular na casa da governação.
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"Quem não deve não teme."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

AI PORTUGAL, PORTUGAL!

Foto: Porto Covo
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Mal vai este país em que a crise atinge todos os sectores, pondo em causa as próprias instituições! Não me parece que o direito à informação esteja a ser violado neste país, que haja censura. Antes pelo contrário, tudo se diz e de tudo se informa. Cada vez mais assistimos a um desenrolar de notícias sobre assuntos que não deveriam ser divulgados. O segredo de justiça é absolutamente necessário para defesa de todos, sem expcepção, enquanto cidadãos. Ele existe para todos e no interesse de todos, individualmente considerados. As decisões do Supremo Tribunal de Justiça, enquanto orgão máximo, são invioláveis. Tem de haver confiança nas nossas instituições, livres, independentes e imparciais. Se as escutas que envolviam o PM eram nulas, só tinham de ser consideradas nulas. Porque é assim que tem de ser, para ele e para qualquer cidadão. Se o teor das mesmas não tem relevância penal, só têm de ser destruidas. Porque é assim que tem de ser, para ele e para qualquer cidadão. Não podemos confundir interesse público com o interesse do público. O interesse público é um interesse superior, em que estão em causa interesses nacionais e políticos. O interesse do público é o interesse mediático, pelos escandalos, pela devassa. Em tempo de crise, a devassa da vida dos governantes alimenta a fome do povo. Tem de haver limites. Haverá sempre corrupção, mas um país não se pode expôr a todo o tipo de acções sob a capa de interesse público. Bem sabemos que, depois de tantas novelas em que o nosso primeiro tem sido a personagem principal, o público anseia por mais um capitulo. Por outro lado, se um Tribunal decreta uma providência cautelar é porque há um interesse sério a acautelar e aquele a quem se dirige só tem de a cumprir. Também é assim para todos. A isso chama-se justiça, não se chama censura.

Nem sequer quero saber o real teor das escutas. Acima de tudo entendo que as leis são para se cumprir e que as instituições existem para cumprir os seus deveres. Também entendo que os jornais e as televisões para além do interesse de servirem o direito à informação, servem os seus próprios interesses, às vezes servindo-se das pessoas para ganharem audiências e recordes de vendas.

Não defendo ninguém senão a justiça e a justiça só se encontra através do cumprimento de si mesma, cumprimento este que nenhum jornal deve violar.

Quanto ao nosso PM, depois de todos estes enredos, creio que já todos nós percebemos que não tem condições para governar este país ou um qualquer país, parece-me que só ele é que ainda não entendeu.

Tenho dito. Detesto escrever sobre politiquices, mas não resisti a dar a minha opinião sobre o assunto do dia.

Ah! Parabéns Mandela. Ainda eu não tinha nascido quando ele foi preso, mas lembro-me bem quando ele foi libertado.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

VAMOS AO MORALISMO

Foto: Baía do seixal
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O que leva um homem com mais de 50 anos, rendimento de 80,00 € mensais, residência numa barraca, desempregado, sem antecedentes criminais, a traficar droga?

O que leva uma mulher de 49 anos, emprego estável, divorciada, obrigada fugir com os filhos menores, a viver em casa arrendada em estado de suprema degradação e a precisar da caridade alheia?

O que leva um homem de 77 anos a levantar-se às 7H00 da manhã, a rapar frio, talvez fome, acompanhado por um cão fiel cheio de feridas e maleitas, a arrumar carros e a suplicar umas moedinhas?

O que leva um jovem de 28 anos a procurar comida nos contentores do lixo, a esconder-se da família e dos amigos e a fingir que é um emigrante sem casa nem eira?

O que leva uma rapariga bonita a fugir de casa a prostituir-se, a partilhar seringas, a dormir em carros abandonados, a partilhar doenças como a sida, a tuberculose, a hepatite e a depressão?

O que leva uma pessoa só, boa aparência, sem ninguém a azucrinar-lhe os cornos, com casa própria, profissão estável, com o mínimo indispensável, a sofrer de depressão nervosa?

O que leva um gajo de 40 anos, boa apresentação, rendimento suficiente, carro topo de gama, a procurar mamadas em horário pós-laboral?

O que leva uma pessoa brilhante, de carácter admirávelmente superior, a emborcar copos de vinho, cerveja, arguardente e tudo o que destile alcoól?

O que leva um jovem de tenra idade, corpo ainda por formatar, personalidade em formação, a contraír virus, spyware maligno, terminator family e a arruinar todo o sistema em que se forma?

O que leva pessoas com excesso de dinheiro a rebaixar os outros, a explorar, a humilhar, a esbanjar e a cagar literalmente para tudo e todos, possivelmente até para si próprias?

O que leva uma mãe saudável, marido compreensivo e filhos dentro dos padrões, a pôr uma corda no pescoço com um bilhete de boas... festas, entradas, continuações e por aí fora...?

Etc, Etc e tal!?...

Preocupamo-nos com o ambiente!? Eu preocupo-me. Há mais 12 anos que reciclo tudo o que é possível reciclar, que poupo energia e água, que defendo as espécies e o planeta, etc. Mas há muitos mais anos que defendo a Espécie Humana, que me preocupo em salvaguardar direitos e liberdades, subsistência e autonomia, responsabilidade e respeito individual, amor e solidariedade. Porque esta espécie também merece a maior das preocupações. Se não salvarmos esta espécie conjuntamente com todas as outras, de nada adiantará lutarmos pela sobrevivência do planeta. Porque ele faz sentido enquanto nós, seres responsáveis e inteligentes, lhe dermos um sentido.

Começou a chover! Porra! Tinha roupa seca no estendal, estou preocupada em salvá-la, vou a correr...

O que é que nos preocupa realmente?

"Vidas sãs, mentes sãs"?- Procure-se no google e veja-se o que se encontra!!!
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Graduation day - Chris Isaak

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O MUNDO ESTÁ A MUDAR! EU NEM POR ISSO!


Quando o meu filho tinha oito ou nove anos, apaixonou-se pela Norelma desde o primeiro dia que a viu entrar no autocarro do colégio. Ela foi a primeira e a única negra a frequentar o colégio dele. Era uma novidade! Dia após dia, ele sentava-se silenciosamente ao lado dela. Não tinha coragem para proferir uma palavra - sempre foi tímido com as miúdas.! Mas chegava a casa e dizia-me que ela era linda, maravilhoasa e que, talvez, um dia, se casasse com ela. Estranhamente, esta paixão durou todo o ano lectivo, ou seja, nove meses - numa criança, é de louvar! Mas a Norelma, um dia partiu e não mais voltou! E, embora ele já nem se lembre do nome dela e até diga já nem se lembrar da paixão, eu não a esqueci. E não esqueci porque percebi que o meu filho era uma criança diferente. Não era melhor nem pior, apenas diferente! Diferente no sentido que tinha referências educacionais : referências que não eram racistas, anti racistas, pluralistas, não pluralistas ou outras coisas que tais, simplesmente referências no sentido que: o mundo é um universo de diferenças, com as quais lidamos diária e naturalmente e, se possível, apreciamos com o coração e olhos de artista. Se soubermos olhar as diferênças com o coração e olhos de artista - é impossível não lhe encontrarmos a beleza e não nos apaixonarmos por elas!



Foi assim que eu fui educada. Claro que só o reconheci em adulta, já amadurecida.



Quando eu andava no secundário, tive um namorado da Torre de Moncorvo, que era lindo, lindo! Alterrímo, olhos verdes, cabelos compridos e castanhos claros, magro, moderno, fâ incondicional do David Bowie e fazia uma figurona ao meu lado.
Um dia, na noite do baile de finalistas - eu adorava dançar ( e ainda adoro) - levei-o a jantar lá a casa. O meu pai, como sempre, simpatiquérrimo, fartou-se de contar anedotas e pintar a manta, mas, depois do jantar, antes de eu saír, chamou-me e disse-me: - "É pá, o teu namorado é um miúdo simpático, mas é bonito demais para rapaz! Além disso, usa cabelo à menina, traz aquele turbante ao pescoço... não sei!!!... vê lá se não é larilas! Se calhar, lá no baile, vais ver que há rapazes mais interessantes! " - E depois começou a rir. Foi a maneira de ele me demonstrar a sua opinião, a brincar, sem a impôr e sem me ofender. Era assim que os meus pais funcionavam.



Quando entrei para a faculdade - vida nova, mundo novo - criei uma amizade nuito grande com um rapaz da minha turma, que era homossexual. E me mostrou o mundo visto com os olhos dele.
Divertiamo-nos e filosofavamos. Bebiamos muito nas noites de Coímbra! E dançavamos! Ele dançava tão bem! Lembro-me, uma noite, sentados no balcão de um bar, já muito bebidos, ele disse-me: "Um dia, se nos desencontrar-mos, vou dar contigo, já velhota, toda enrrugada, sentada num balcão de um bar, a ouvir música, encanecada e a filosofares sobre a vida, com alguém que tenha o azar de se sentar ao teu lado! É o teu destino!" - Dizia-me isto com muita frequência!
A última vez que o vi foi há nove anos, quando veio passar um fim de semana a minha casa com o companheiro dele e me recordou da sina que me havia traçado.



Eu, uma rapariga do campo e das letras (habituada a sentar-me à sombra das árvores a ler um livro, a colher flores e a prescrutar ninhos de andorinhas com o meu telescópio) - como lógico seria, num mundo de diferênças - acabei por me juntar e casar com um rapaz das matemáticas, citadino, da capital, surfista e todo direccionado para o litoral. Eu apaixonei-me pelo mar. Ele apaixonou-se pelo campo. Eu fui sózinha para Paris, ele foi sózinho para a Madeira e para os Açores. Eu fiquei na terra dele, ele migrou para uma pequenina terriola alentejana plantada á beira mar e encostada ao campo. E assim permanecemos juntos e separados por vários anos. Atolados em diferênças que nos completavam!



Durante muitos anos, criei gatos. Tinha uma afinidade enorme com os felinos! Tive a Micas, o Urtigão, o Loirinho, a Michy o Twiky, a Nininha e a Marta. Tinha um relacionamento muito intenso com eles . Quando morria um, andava de luto durante muito tempo, era uma perda enorme!
E sempre tive medo de cães! Um dia, tocaram-me à campaínha. Abri a porta e vi uma mão estendida com um novelo de pelo branco com um narizinho preto e uns olhinhos escuros carregados de sono. Era uma coisinha tão linda! Tão!... Foi amor á primeira vista! Ainda dura, apesar de me ter roído as cadeiras, o rodapé, um sapato, chinelos, fios eléctricos, etc.
Descobri as diferênças e já não sei de quais eu gosto mais! Se de gatos, se de cães!



Hoje deu-me para divagar!

Se desse asas ao pensamento e ás mãos, ficaria aqui a teclar até ser dia!

Tudo isto porque ontem se colocou a hipótese de se aceitar o casamento entre casais homosexuais e porque o Barack Obama vai tomar posse. E pensei: o mundo está a mudar! Finalmente se aceitam e reconhecem as diferênças. Valorizar cada coisa sem as correntes do preconceito. Porque é possível apreciar com o coração - e o coração não tem limites. E ver com olhos de artista - para quem tudo é possívelmente belo.
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O gente da minha terra (piano) - Mariza

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

CASAMENTOS HOMOSEXUAIS

Vivemos numa sociedade hipócrita. Sempre nos opusemos a todo o tipo de evolução. A igreja é a principal opositora da natural evolução humana ou cientifica. As mentalidades evoluem a um ritmo muito inferior ao da evolução cientifica. Aceitamos fácilmente um acordo ortográfico (ou será hortográfico?), mas regeitamos a ideia de um casamento homosexual! Será que as calças têm alguma coisa a ver com o cu?
O casamento, antes de se converter em lei, já era uma instituição secular. As instituições e as leis geram-se sempre nos costumes e vontade do Homem. Porque servem o Homem. De uma forma mais radical, servem os interesses dos homens. A homosexualidade sempre existiu. Sendo uma minoria, tende a ser oprimida e regeitada. Mas ninguém ignora a sua existência. Ao longo dos séculos lutamos pela consagração dos direitos humanos. Acabamos com a escravatura. Não conseguimos erradicar a pena de morte, mas a tendência será, certamente, para o fim. Então porque não aceitamos a homosexualidade? Não é transmissivel. Nem sequer é uma doênça. Não é uma opção (pois dada a discriminação que existe, ninguém no seu perfeito juízo diria: "apetece-me ser homosexual, por isso, a partir de hoje, é o que vou ser!" - só mesmo um gato fedorento!). Penso que nasce com a pessoa. E a pessoa não é menos pessoa por isso.
O casamento é uma instituição que se reje por leis. As leis estão sempre a mudar! É a necessidade de se adaptarem às novas exigências sociais que impele a mudânça. Precisamente porque são criadas pelo homem, no interesse deste e ao serviço de toda a sociedade. Porque é que o conceito tradicional de casamento não pode sofrer uma natural mudança no interesse de toda a sociedade? Aqui voltamos ao significado de minorias.
No velho regime proíbia-se o divórcio. Este só era considerado mediante determinadas circunstâncias, e havia o estigma social. Mas as mentalidades evoluiram e tornou-se necessário adaptar as leis. E o estigma desapareceu. As mentalidades! Sempre as mentalidades!
E nem sequer se diga que a união de facto já legislada se estende aos homosexuais, garantindo a sua protecção. Só quem não conhece as leis pode afirmar uma coisa dessas. Uma pessoa que viva em união de facto com outra pessoa uma vida inteira, não está protegido pelas leis da sucessão. Melhor dizendo, não é herdeiro desta. E, se não acautelou os seus interesses devidamente, pode ver-se confrontado com o facto de vir a perder bens adiquiridos á custa do seu trabalho, a favor dos familiares mais próximos do falecido companheiro. Já quanto às pensões de reforma, acaso o cidadão comum sabe que tem de instaurar um processo judicial extremamente complexo e demorado para poder beneficiar do subsidio de reforma do companheiro? E que raramente acaba por conseguir benificiar deste?
Pois é! Casamento e união de facto são realidades jurídicas completamente distintas! Se o não fossem, que sentido faria existirem leis distintas? Mas ilude-se o povo com conversas da treta, o pior é quando os problemas tocam na pele de cada um individualmente considerado.
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A questão da adopção é outra falsa questão. Afinal o que é que se pretende proteger negando a possibilidade de adopção a um casal homosexual? É o estigma social eventualmente a ser sofrido pela criança adoptada? É o receio de aqueles pais (tiranos) não protejam o interesse do menor e abusem dele? Ponderemos! São, também eles, falsos problemas. Vejamos. As crianças que crescem em instituições socias sofrem sempre o estigma social, só por esse facto. Crescem sem amor, com regras desprositadas, e mal preparados para um futuro que se prevê "á deriva". Atingem a maioridade e têm de se fazer à vida, a maioria das vezes sem quaisquer recursos. Muitas delas são abusadas sexualmente dentro da própria instituição, senão pelos adultos que lidam com elas, pelos mais velhos que geram uma espécie de hierarquia e poder, criando escravaturas das mais varidas espécies.
Por outro lado, quantos pais biológicos desprezam, maltratam e até abusam sexualmente dos seus filhos? Mas os homosexuais são, só por isso, pessoas com má formação, abusadores e incapazes de amar?

Uma das pessoas que foi mais importante na minha vida é homosexual. Ás vezes páro e olho para o passado com grande saudade e nostalgia. Porque nunca tive uma amizade como aquela - que se perdeu devido à distância e a percursos dispersos. Mas, ao longo da minha vida, nunca encontrei outra criatura que pudesse partilhar comigo da mesma forma, com a mesma intensidade, carinho e desinteresse. Ele foi a melhor pessoa com quem já me cruzei! Afinal o que é que o distingue das outras pessoas?
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Love will tear us a part - Jose Gonzales

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

POR QUEM SOIS!

Como é do conhecimento de todos, estreou mais uma novela, muito apreciada pelo Público em geral, devido ao facto de ser protagonizada pelo famoso actor José Sócrates, outrora arquitecto de província, actualmente candidato a engenheiro de obras internacionais.
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Quanto ao enredo, ainda há muito para descortinar, pois que, pelas imagens, transmitidas apenas podemos apurar que tudo se passa nos anos 80, lá pela Beira Interior, quiça sob um sol abrasador ou grandes nevões, mas, probavelmente na curte dos grandes sons musicais da época.
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Refere o PÚBLICO no seu artigo que «embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas "assinaturas de favor" em projectos de engenharia e arquitectura, constituem uma "fraude à lei, no entendimento do penalista Manuel Costa Andrade».
No meu modesto entender, se uma pessoa está impedida por lei de fazer um determinado trabalho e ainda assim o faz, contornando as disposições legais, então, de facto, está a cometer uma fraude à lei.
No caso concreto, a ser verdade que se trata de assinaturas de favor, esta situação configura isso mesmo, uma fraude à lei, pois é óbvio que se trata de um expediente pseudo-legal para tornear as disposições legais que proíbem o projectista de fazer o projecto. E fraude é crime. Quem pratica uma fraude, pratica um crime. Tanto mais que, nestes casos se obtem proveitos patrimoniais, que é o preço do projecto. E a assinatura serviu de instrumento essencial á pratica daquele crime. Daqui resulta ter havido co-autoria material do crime (se efectivamente ele se deu, refira-se, pois trata-se de especulações). Porém, a irrelevância penal resulta do facto de não estar previsto no Código Penal. Ou seja, fraude é crime. Mas só são criminalmente penalizadas certas fraudes.
Se fugirmos ao fisco com uns cêntimos e formos descobertos somos logo julgados, porque é fraude fiscal. Mas se fizermos umas quantas assinaturas apenas para ajudarmos um colega (e, se calhar, recebermos uma percentagem do beneficifio proveniente do crime), isso é amizade.
Por hoje é tudo.
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I don't want you on my mind - Mick Harvey

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

AGARREM QUE É LADRÃO!


Portugal virou circo. Já não somos país, somos uma anedota. Não sei se devemos rir ou chorar! Viramos motivo de todo o tipo de piadas nos restantes países europeus. Uma fonte inesgotável...


Agora foi aprovada a nova Lei do Apoio Judiciário, que passou a vigorar este mês. Os advogados - que já eram mal pagos pela prática de tais serviços sociais - passam a receber 6,40 euros (seis euros e quarenta cêntimos) por processo, com despesas incluídas. Sim, é verdade!!! Não é uma piada, juro.

Repare-se nisto: uma certidão de nascimento custa € 15,00 (o triplo do que custava há 3 anos atrás), trata-se de uma cópia de uma página, com um carimbo e uma assinatura. É o estado que recebe o preço.
Um processo implica conferências com o cliente, consultas ao processo no tribunal, requerimentos vários, dactilografia, impressão, fotocópias, deslocações, telefonemas, tempo, espaço e renda, material, desgaste de material, consumo de electricidade, tentativas de acordo, julgamento, muitas vezes com diversas sessões, leitura de sentença e eventual recurso. Tudo isso por € 6,40!
É certo que o Governo tem de pagar o estudo elaborado para o projecto do novo aeroporto e tem de angariar verbas para a sua construção...
Ou talvez esteja o governo a economizar para a construção de Salas de Xuto.
Não tarda nada, temos os advogados a requerer o rendimento mínimo nacional, pensões de sobrevivência e outras compensações de miserabilidade!

Afinal, o crime compensa!! Vale mais ser ladrão do que ser advogado!!


O GOVERNO ANDA A ROUBAR-NOS, O SUSTENTO E A DIGNIDADE! ARRE!!!!!!!!!!!!!!!... QUE NÃO HÁ QUEM PRENDA ESTES LADRÕES!!!!!!!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

FEBRE DE CONSUMO E MARKTING


Estamos num tempo em que tudo é supostamente mais fácil. As máquinas fazem quase todo o nosso trabalho. Temos computadores que nos permitem trabalhar, conviver e nos dão todo o tipo de informação. Queremos qualquer coisa, pegamos nos telefones e e acedemos a uma série de serviços. Os agentes de seguros batem-nos à porta e impingem-nos seguros para tudo. As operadoras de comunicações telefomam-nos todos os dias e oferecem-nos toda uma série de promoções. Vamos na rua e somos abordados por uma várias pessoas que representam entidades de crédito, empresas prestadoras disto e daquilo, produtos desde máquinas a colchões e ainda dão prendas!
Não temos de fazer quase nada para obter tudo. Basta assinar uns papeis que, por vezes nos chegam pelo correio após conversa telefónica da qual já nem nos lembravamos e que nem sabemos bem para que efeito. E depois... vemos o dinheiro a desaparecer das nossas contas em prestações mensais, sem saber para onde.
Todos os dias sou contactada por pessoas que se queixam de situações destas, alegando burla. Quero alertar para o facto de que, o consumidor que se considera lesado, raramente tem razão. A razão que alega é meramente moral, não judicial. E a moral não cabe nesta sociedade consumista em que o marktig agressivo é um verdadeiro predador.
Depois de assinar um contrato, numa hora infeliz, em que até ia apressado para o trabalho e nem sequer percebeu que contraía um empréstimo bancário para aqduirir um produto de que até nem necessitava e julgava ser outra coisa, pouco há a fazer. O consumidor tem 14 dias para se retratar e resolver o contrato pelo arrependimento, mas, normalmente, quando a cópia lhe chega às mãos e enquanto tenta, desesperadamente, perceber no que se meteu, telefonando hoje e amanhã, chamadas encaminhadas para esta e aquela e a outra pessoa, já passou o tempo. E vê-se obrigado a cumprir um contrato, por vezes durante anos, daquilo que eu chamo, coisa desnecessária ou até coisa nenhuma.
E atenção, porque, quando o consumidor usa atempadamente do direito de resolução, sucede muito frequentemente receber telefonemas ou mensagens do género: "Parabens, o seu produto já se encontra disponível, esteja atento, irá recebê-lo nos próximos dois dias." Lá vai o consumidor perder uma tarde inteira a ligar para o atendimento ao cliente, atende-lhe uma voz metálica e leva música durante uma hora. A seguir o blá, blá: "Não percebo, eu cancelei o contrato, desisti, porque razão recebo esta mensagem?" - "Bom... tenho de passar a outro sector, aqui não consta a desistência." - Mais uma hora de música. Atende outra pessoa: "Vou então registar a desistência. Mas tenho de anotar o motivo." - "Minha srª, eu já enviei carta com tudo isso." - "Lamento, mas o procedimento é este. Só assim se pode formalizar a desistência do contrato" Os nossos nervos ficam abalados para o resto do dia, o que se reflecte no trabalho e até na família, mas assunto resolvido. Dias depois, enquanto jantamos, tocam à campaínha e entra um técnico a dizer que vai instalar os serviços!! E então são dias perdidos ao telefone. Passado algum tempo chega a carta do advogado. A seguir a carta do banco. Uma série de incumprimentos. Duas acções judiciais em vias de nos limpar a conta bancária, tirar o apetite e o sono durante muito tempo. Acabamos por perder sempre, porque acabamos sempre por pagar.
A vida que hoje nos parece tão facilitada, é a vida do stress e do desespero, é a vida dos soníferos e antidepressivos.
Temos de estar alerta para este tipo de situações que estão a afectar uma considerável percentagem de população, essencialmente urbana. Que ninguém assine nada sem ler muito atentamente e sem ser devidamente esclarecido. Que não se façam contratos verbais por telefone ou internet, sem primeiro tomar conhecimento efectivo do produto e as condições de acesso, pagamento, e duração do contrato, porque estes também vinculam. É bem mais fácil estabelecer prioridades, lista de necessidades e ser o próprio a contactar os fornecedores. Burlas não são, é tudo limpinho, mas escuro, porque se faz de olhos fechados.
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Quero descansar, longe destes dias, por uns dias.




quinta-feira, 22 de novembro de 2007

AONDE VAIS PORTUGAL? QUEM TE LEVA OS TEUS FANTASMAS?


Precisamos estar atentos. Estão a passar-se coisas inaceitáveis. Há muitos anos que o país não passava por reformas tão profundas. Temos de questionar se essas reformas são feitas a favor do povo e da democracia ou de um qualquer partido politico que quer a supremacia varrendo todos os restantes, retirando-lhe a capacidade activa.
O Governo quer ver aprovada uma lei que equipara o estatuto dos magistrados do Ministério Público e dos Juízes a funcionários públicos. Num Estado de Direito, Como tem sido o nosso, o poder judicial tem total autonomia do poder executivo, pois só assim se pode garantir a imparcialidade daquele em relação a este. Esta autonomia é um príncipio constitucinal do nosso Estado Democrático.
Durante o Estado Novo, Salazar fez concentrar todos os poderes no poder executivo, controlando assim, com um partido único, o poder legislativo e o poder judical e consequentemente toda a vida política e social da Nação.
Parece-me que, a maioria absoluta do nosso Governo, está a ser aproveitada para conduzir a uma ditadura.
Olhemos o exemplo da Venezuela, um triste país que, por via de uma longa e grave crise económica em que se afundou, em menos de 10 anos foi conduzido a uma verdadeira ditadura.
Os Portugueses andam a praticar, em demasia, a ars ignorandi (arte de ignorar), vai tudo tão mal que preferem ignorar e calar, a fazer alguma coisa.Pois é preciso agir, quanto mais não seja, gritar.
Façam o favor de falar, escrever, divulgar, enviar emails, msgs, tudo o que estiver ao vosso alcance para manisfestar descontentamento, oposição, criar uma voz, uma força. Será que Portugal só se ouve quando se trata de futebol?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

NOVA PIDE!!!


Cuidado com o que fazemos, o que dizemos e até o que pensamos!!!
Um dia destes podemos ser surprendidos por entidades policiais, à paisana, a entrar pela nossa casa e, quem sabe, até pelo nosso pc, a dentro!...
Sou inocente de qualquer coisa de que me acusem... desde já nego tudo...
Like a stone - Audislave

terça-feira, 9 de outubro de 2007

É A BARRACA TOTAL!


Não há reforma legislativa e jurídica que resulte!
Só para exemplificar...
Os tribunais estavam sobrecarregados de processos de execução, nomeadamente de pequenas dividas, o que não deixa de ser normal dado o número de pequenas empresas e comerciantes que abundam (ou abundavam) por este pequeno país, então, fez-se a reforma da acção executiva. Criaram-se os solicitadores de execução e a ideia generalizada que, apenas em meses, as penhoras seriam executadas e os processos findos. Para rir! Nunca as execuções estiveram tão paradas como hoje, os tribunais a rebentartem pelas costuras e os credores tão descontentes!
Acabou-se com a SISA, tão pesada e difícil de suportar! Criou-se o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)- (não é merda, mas cagou-a o gato!)- e as pessoas começaram a ver que os valores a pagar a quando da transmissão de imóveis, eram ainda mais elevados! Não bastando, passou a haver uma actualização nas avaliações de imóveis, constante, tipo caça aos pombos... e a Autáquica a Subir!
Há um ano atrás entrou em vigor a Nova Lei do Arrendamento Urbano. Muito à frente e evoluída, capaz de resolver todos os problemas, não só dos senhorios com rendas do século passado, que mal dão para uma jantarada em família, quanto mais para fazer reparações extraordinárias, como para os actuais inquilinos, cujos ordenados mínimos não chegam para pagar a renda mensal. Pensou-se igualmente que o problema das acções de despejos (verdadeiros cancros rectais) também ficaria resolvidos! Hoje sabe-se: TUDO CONTINUA POR RESOLVER!
Para simplificar os processos e economia de tempo, criou-se o Regime Processual Civil Experimental. Volvido um ano e após ter feito um estudo intensivo sobre o assunto, concluo que advogados, juízes e sobretudo os litigantes, ainda hoje não conseguiram entender o modo de processamento, a maneira de tapar as lacunas e, em suma, de resolver simplificadamente e em pouco tempo, os casos de direito civil. Na verdade a única novidade é um verdadeiro: NINGUÉM SE ENTENDE COM ESTA MERDA!
Privatizaram os notários. Houve até um grande incentivo para o investimento inicial. A seguir, este Governo fez alterações várias ao Código dos Registo e Notariado em que, sucessivamente retira poder e capacidade ao notários, de tratar de assuntos, antes da sua exclusiva competência. Ainda este mês entraram em vigor as alterações ao Registo Civil, regime de casamento e partilha. Para quem investiu (em início de carreira, refira-se) um dinheirão, com recurso ao crédito, vê-se agora confrontado com um número limitado de actos da sua competência, que o obrigarão, por certo, a abrir falência. É lamentável tamanha incoerência. Pretende-se simplificar o sistema à custa de postos de trabalho e aumento de impostos!
E o novo regime Penal e Processual Penal, o que nos trará de novo? Mais crime? Menos penas? Menos segredo de justiça mas mais injustiça? Mais divulgação jornalística e mais devassa? O que será mais importante, proteger os direitos dos cidadãos honestos ou os direitos dos criminosos, com menos prisão preventiva, redução de penas e outros benefícios afins?
Por hoje basta... pensar deprime!!!
Halleluyah - Jeff Buckley

sábado, 6 de outubro de 2007

REPÚBLICA OU BURACO?


Afinal, queremos ou não um país limpo?... de lixo, de buracos, de corrupção, de luvas, de compadrios, de mentiras e de misérias? E já agora, dos políticos que temos?
Só já temos cravos murchos!...
Vivemos a dormir ou andamos de olhos fechados?
Epitaph - King Crimson

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Durante muito tempo fui viciada em notícias! Levantava-me e ligava a SIC Notícias, depois devorava um jornal enquanto tomava o pequeno almoço, almoçava a ver notícias e jantava a fazer o mesmo! Andava sempre deprimida, há excepção do tempo que conseguia abastrair disso. Tomei uma decisão: "estou-me a cagar para as notícias". Vale mais ser feliz e ignorante do que ser triste e instruída, ou melhor, informada. Então, dediquei-me aquilo que realmente me dá prazer: Música.
Mas de vez em quando, como qualquer viciado, ainda tenho uma recaída e lá vou eu espreitar. Hoje, por sinal, tardiamente, liguei a Sic na hora do telejornal. E que notícia! falava-se de uma tal Rosa "guardadora da vacas e de sonhos", ou será de ovelhas? Mas porque teimam em destruir os sonhos de quem nada sabe e nada aspira? Haverá maior felicidade do que isso? Por outro lado, se existe uma lei do ensino obrigatório, não existe, também, a lei da protecção das espécies em vias de extinção? Que melhor vida poderemos ambicionar do que uma vida despoluida, natural, simples, sem ambições onde o infinito nos toca pela madrugada e nos beija ao entardecer? Para quê envenenar o espirito virgem? Se o Adão não tivesse trincado a maçâ existiria o pecado? Ai pobre Rosa! Tão puros os sonhos de quem nada sabe, nada conhece! Tão pequeno é o mundo para aquele que aprende e mais quer saber. A ambição é fruto do conhecimento. Quem me dera ser guardadora de vacas e de sonhos. Quem me dera nada saber, pouco conhecer. Tão simples é a felicidade, tão complexo o desespero!
wicked

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

VIVA A DEMO!...


O novo Código de Processo Penal aprovado a 15 deste mês e já em vigor, faz subir de 3 para 5 anos o limite mínimo das penas que permitem a aplicação da medida de coacção de prisão preventiva. O que significa que só pode ficar em prisão preventiva aquele(a) que praticar crime susceptível da aplicação de pena superior a 5 anos de prisão. Mais concretamente quando "houver indícios fortes de prática de crime doloso de terrorismo, criminalidade violenta ou altamente organizada".


Por isso, meu amigo, se andas por aí a ameaçar velhinhas, a gamar carteiras, a assaltar mulheres ou putos indefesos e se, para o efeito, não usas armas, apenas uns esticões, uns empurrõezitos, umas palavras graves e assustadoras, não te preocupes, estás à vontade. E repara que ninguém vai reparar se issso é prática habitual, profissão, modo de vida ou hobbie. E se os empatas dos bófias te chatearem, levas com um TIR (não, não é um tiro, aliás, tu já sabes) Termo de Identidade e Residência, o que significa que só tens de te apresentar na esquadra de vez em quando e avisar se mudares de residência ou pretenderes ausentar-te do país por mais de 5 dias. De resto, podes, descansadamente, continuar a exercer o ofício enquanto aguardas uns bons anos pelo julgamento. Não te estiques é no uso de armas. Mas, já sabes, não te acanhes, vives na República das Bananas... descansas à sombra, não do xadrez, mas das árvores de um qualquer belo jardim!

E o povo é que paga! De qualquer maneira é sempre o povo que paga. Se estivesses no xadrez, o povo pagava o teu "hotel", assim, paga pela tua liberdade, de uma ou de outra forma, paga! É a bela DEMOCRACIA! E como eu sempre digo: Viva a Demo, que se foda a Cracia.



Ecos de outono


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

CASO MADELEINE

Muito se tem dito acerca da pequena Medeleine e o seu desaparecimento. As pessoas vivem apaixonadamente o caso com maior ou menor emoção. A forma como as notícias nos chegam, vão influenciando a nossa opinião. Por uma questão de conhecimentos técnico-profissionais, não fiquei surpreendida quando os pais foram considerados suspeitos e constituidos arguidos, pois o que realmente me estava a surpreender era, precisamente, o contrário. Tardou, mas chegou. Mas a notícia de hoje, que Madeleine poderá ter desaparecido devido a "overdose" de medicamentos para dormir, arrepia-me! Nada é certo, como nada é errado e é tudo especulação. O que é certo é que, em tempos, quando o meu filho, hoje com quase 14 anos, era pequeno, havia vários pais, com quem convivia e ainda hoje convivo, que me aconselhavam a dar sedativos ao miudo para ele dormir. Era o que eles faziam, receitados pelos pediatras, é certo. Nunca fui adepta dessas coisas. Fui sempre super protectora, desde o leite, à fruta, aos iogurtes, à quantidade de carne, peixe, legumes, sopa, brinquedos adequados, brincadeiras e respectiva dose de atenção e carinho. Jámais tive coragem de deixar o meu filho sozinho, mesmo privando-me de tudo o que era naturalmente diversão, até um simples jantar perto de casa.
Negligência... ou não...devemos ser ponderados e pensar duas coisas:
1º - Toda a gente pode ser suspeita, até os pais, dado que lidavam com a a pessoa em causa e, ninguém pode ser posta de lado a partir do momento em que poderiam intergir com a desaparecida;
2º - Todos os suspeitos são inocentes até prova em contrário. A simples suspeição não torna ninguém culpado, pode tornar arguido, mas não culpado, enquanto as provas não levarem a uma sentença de culpabilidade (e, mesmo assim, sabemos que muitos inocentes são, por vezes, condenados).
Sinto-me dividida. Se, por um lado, sempre coloquei a hipótese de os pais poderem ter sido os autores de um eventual crime, negligente ou doloso, por outro lado, penso que, outro crime, seja ele qual for, pode ter acontecido. E se, sempre reprovei o facto de os pais fazerem propaganda e até terem tirado vantagem económica da situação, com a certeza de estarem a assinar a sentença de morte em caso de rapto, por outro, fico com a interrogação de como reagiria se se tratasse do desaparecimento do meu filho. E ainda me interrogo de outros factos. Como por exemplo, se de facto houve negligência tão grosseira da parte dos pais que levou à morte da criança e os tenha levada a toda esta trama, qual será o estado psicológico destas criaturas? Porque, a negligência reflecte-se em actos não premeditados e, por isso, não desejados. Logo, estes pais, supondo-se, devem estar lastimávelmente desgraçados! Isto apesar de toda esta encenação. A culpa neglingente corroe o autor do crime psicológicamente, muito mais do que a culpa dolosa. Nem consigo imaginar a dor dos pais, que, negligentemente matam um filho (embora entenda que devam pagar por isso)! O que me leva a pensar, muito sériamente, na eventual dor de uns pais que, perdendo um filho sem qualquer culpa, ainda por cima, possam ser suspeitos de culpa!
Por tudo isto, é preciso ponderar, manter a cabeça fria e esperar que tudo se resolva, para podermos tirar conclusões "supostamente" acertadas.