sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Parece bonito o amor...


Parece-me bonito o amor quando o ouço, bonito como um poema. 
Parece-me feliz aquele que ama com doçura e parece-me feliz aquele que é amado. Ambos cabem na moldura de um bom quadro, na parede do facebook: qual pintura que se esborrata e desliza até ao like no fio dental da amiga virtual,  no pedido de amizade ao sorriso mamário da pin up da parede ao lado. Que o amor há-de ser um prédio habitado por muitos inquilinos de janela aberta. Que o amor há-de ter a liberdade de se poder mostrar o eu mais íntimo de cada um. Tudo sem maldade! Como quem diz: olha tanta coisa bela para ser amada e és tu o objecto do meu amor. Tanta flor a ser colhida, sem prejuízo para a roseira. Já não vale a pena oferecer rosas, coitadas, colhidas para um momento que se esvai com o vento! O amor, agora, alimenta-se de outras necessidades. Vejamos os pormenores como elos de fortelecimento, só em corações grandes cabe tanta coisa! 
Agora, o amor parece-me uma pintura de rua, um rosto de madona triste com um fundo de cabaré burlesco.

Um comentário:

Francisco Vieira disse...
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