quinta-feira, 15 de março de 2012

JON SPENCER BLUES EXPLOSION

Jon Spencer Blues Explosion hoje no Porto, amanhã em Lisboa

Esta noite em Lisboa. Lá estarei. Yeah!
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terça-feira, 13 de março de 2012

MASSIVE ATTACK VS BURIAL



Que coisa fantástica! Delirante!!

terça-feira, 6 de março de 2012

ANARCHICKS

Vamos lá.

Mata dos Medos
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Na copa do mundo encontro o rosto das árvores.
Sabem tudo, as árvores, do rosto do mundo
até arderem no silêncio.
E eu nada sei do silêncio no rosto das pessoas
Apenas sei deste cansaço no meu rosto
igual ao das árvores queimadas.

domingo, 4 de março de 2012

Martina Topley-Bird tem dois concertos agendados para Portugal

Grande concerto o de Martina Topley Bird, ontem no MusicBox!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Passo pelos teus olhos.
E fico
e-ternamente
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sábado, 28 de janeiro de 2012

NO SILÊNCIO

Espinhos em Trás-os-Montes
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Hoje o silêncio é isto: o momento poético-musical em que todas as sombras desenham-cantando o teu nome nas paredes do meu quarto. Jámais pensei sentir tanto a tua ausência! Dir-te-ei como o silêncio pronuncia o amor quando, enfim, chegares. No silêncio te espero. Não tardes.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Estátua da Fonte- Parque de Mirandela
Nesta paz íntima e exclusiva em que me encontro apago recantos obscuros e abandono todas as inuteis coisas  do passado. Já não quero mais do que este agora em que me movo na companhia do teu nome soletrado em todos os meus gestos. Amo o teu nome letra a letra, só porque é o teu nome e me parece rimar com todas as coisas que amo. Agora - é a tua voz que ecoa nas palavras que escrevo - entre todos os ruidos, se ouço passos, são os teus passos que trago a par dos meus num ritmo acertado. Fustigo todos os cansaços onde antes de ti adormeci tantas vezes. O teu corpo, pecado capital, forma um angulo perfeito no meu corpo. Incendeiam-me os dedos sempre que te escrevo o desejo na pele. E todo o teu corpo é sorriso que me afaga.
Nesta  ternura ardente, tão real, tão consentida, só sei que, de te amar ando contente.
A vida é imensa nos teus olhos, meus olhos, imensa a minha vida.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

TERNURA A CÉU ABERTO



Antigamente tinha um sonho de amor no papel.
Hoje tem um amor de sonho que não cabe em papel algum.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TRILOGIA DA VIDA FACIL & PAUS

Triologia Vida Fácil & PAUS

Taberna das Almas, Regueirão dos Anjos nº 68/70, 28 de Janeiro. Conto estar lá.

NICOLAS JAAR



23 de Janeiro no Lux. Lá estarei.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NOITES DA RUA
























Lá estarei para conhecer o Osso Vaidoso!

domingo, 11 de dezembro de 2011

GOTYE



Fascinante! A combinação perfeita entre som e imagem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CRANES



Partilharam esta comigo, adorei, partilho aqui. Depois é procurar no youtube e descobrir Cranes porque vale a pena..

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DESPERTAR

Alentejo - fotografado em andamento
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Abre-se a lucidez
na fria noite
e a tristeza veste a nudez
do meu amor a monte.

Desperta de um sonhar
insónia branca
manhã que em choro canta
a insensatez do meu amar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PENSO-TE



Penso e fumo. Fumo e penso,
não querendo fumar nem querendo pensar.
Mas penso-te e fumo.

Hoje estás em todo lado,
como uma sombra
que me persegue e transborda de mim,
de dentro para fora.
E hoje queria que transbordasses em mim,
de fora para dentro. 

Nesta lastimável morbidez
de te pensar em pleno dia!
E o silêncio é a tua luz!

Ah! meu não amor!
Escrevo-te por nada,
sem razão alguma,
que amar impossívelmente é não amar!
É este deserto de sentir sozinha
e me perder, por ti, por tudo,
nas voltas de um dia sem rumo.

Hoje perdida,
por aqui,
na ânsia de coisa nenhuma!

AS PALAVRAS


Bicas - Meco

As palavras flutuam entre o instante em que te quero e o instante em que penso que te quero, entre a imaginação e o sentimento indizível do meu querer.

domingo, 27 de novembro de 2011

A UM AMOR SILENCIOSO



Em todos os dias há um instante
Em que voltam as borboletas
Em que a pedra transformada diamante
Esconde amargas lágrimas secretas
Penedo da minha saudade
Onde a medo guardo
Um amor em silêncio
Perdida felicidade
Perdido o tempo
Silenciado

Todos os dias recordo
O amor guardado
Numa gaveta da alma
Todos os dias acordo
Lucida e calma
E dou comigo a pensar
O tempo demorado
Perdido no meu silenciar
Dentro de mim fechado
Sem o poder gritar
Chamar por esse amado
Chorar e sufocar
Sentir e calar
Choro angustiado
Em sufoco derramado

Sem o poder mais amar
Sem o poder mais tocar
Sem o poder mais beijar


Esse perdido enamorado
Que em silêncio sentenciado
Fica em mim a soluçar
Choro sepultado
Por dentro a queimar
No silêncio dos dias
Em tristezas e alegrias
Dentro de mim amortalhado
Na tumba da alma ferida
No chão do meu corpo cansado
Prisoneiro da minha vida
Que fere e sente
Eternamente
Aprisionado



musa
 
O vídeo e o poema fora-me fornecidos por uma amiga poeta Ana Barbara Santo António, sendo que o peoma é de sua autoria.

sábado, 26 de novembro de 2011

"A ESPERA É UM ARAME"


Grito silenciosamente.
Só preciso de saber se tu me ouves
se o eco passa o muro de estrada que nos separa.
Tantos gritos já soltei!
É que eu já morri tantas vezes!
Tantas as vezes que amei.
E sempre o ressuscitar me chega num sorriso.

Abraçarás os meus gritos de solidão
com mãos de ternura?
Terás braços para acolher as minhas dores
e aquecerem o meu inverno?
Virás num beijo de amor
 adormecer-me a voz?

BLACK KEYS AS NOVAS

JOSH T. PEARSON - LAST OF THE COUNTRY GENTLEMEN

(2011)
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Hoje acordei assim! E este albúm é tão belo que não haverá melhor forma de acordar, digo eu, ou haverá!...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FOSTER THE PEOPLE - TORCHES

(2011)
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Gostei deste, tem um som apropriado para me acompanhar na faxina da casa, pois ajuda nos movimentos de braços e anca.

THE BLACK BOX REVELATION - SILVER THREATS

(2010)
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Embora seja um albúm do ano passado continua sob escuta e vai permanecer.

REAL ESTATES - DAYS

(2011)
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Muito bom, do príncipio ao fim.

THE RAPTURE - SAIL AWAY

(2011)
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Destaco "Sail Away" que por qualquer razão me faz lembrar os nossos X-Wife, e "In The Grace Of Your Love". 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DÁ-ME O TEU OLHAR NOCTURNO


Foto do meu filho

Os meus passos afastam-se de mim. Fico sentada a um canto a bservá-los a caminhar pelo Outono dentro de um Novembro inédito que teima em florir por entre a névoa. Não sei se existe alguma harmonia entre os meus passos andantes e eu sentada sobre os dias a sacudir as núvens. Vem depressa, abre-me a janela do Dezembro com o rigor do frio e entra-me no peito como uma tempestade. Que eu gosto de brisas serranas que arrasam como balas de neve. Dilacera-me as veias com o orvalho das tuas madrugadas salgadas. Oferece-me um inverno ímpar, escancarado, onde passem os meus passos sem pressa de passarem.
E enquanto escrevo caiem-me as pápebras sobre os joelhos, tal é o sono que me consome! Ateia-me um fogo dormente no meu quarto de papel. Antes que os meus passos regressem a mim como um golpe súbtil e caia na realidade. Dá-me o teu olhar nocturno dentro de um poema, para sonhar a noite sem a pressa de acordar. Ah! Sono imenso, sonho intenso!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

NO INSTANTE EM QUE TE PENSO

Foto do meu filho

No instante vertical em que me sobes o pensamento, curvam-se os lábios num sorriso infantil. Lembras-me a cereja verde, roubada da árvore no ínicio de Maio. Ah! como apetece o fruto antes da hora da colheita!

No instante em que te penso a árvore desboca flores inquietas, como se anunciasse a Primavera neste Outono deslumbrado.  Nasce-me o impossível nos botões de rosa que apertam o casaco a cobrir-me o frio.

Quando tu me entras pelo pensamento, aqueces os meus velhos cansaços e abrevias o tédio, o tempo, o inverno.

Nesse instante em que me és pensamento, entranço imagens de sonho reinventadas em pretextos de vida. Toda eu me entranho na folha em que te escrevo e caio firme na paisagem que desenho.

MÚSICA NOVA DE LEONARD COHEN

Show Me The Place by leonardcohen

Este Homem move corações!

CLEAR DAY

REILUMINURAS


Entre nós e o amor uma estrada de luz acesa onde viajam palavras extasiadas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

IR AO FUNDO DE TI



Os meus olhos a entrarem-te, como se numa rua privada e um vento suave a musicar.
Quero ir ao fundo de ti sem me afundar.

sábado, 19 de novembro de 2011

A ESPERA


Fecho as mãos numa espera.  Tantas palavras à espera do vento que as liberte e do peito que as acolha. Nestas tardes calmas, por entre sol e núvens, vejo nas paisagens palavras para guardar em caixas de música e ouvir nas noites de solidão em que "a espera é um arame" farpado, ou não! Nas noites em que apenas os meus olhos habitam o escuro e não sabem se vens bater à porta.

ASSIM ME SINTO...

QUE ENCANTO!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AQUI

Meco

Quando o sol desmaiou no meu olhar, eu estava a esperar-te, aqui em frente ao mar.
Aqui, aqui onde as ondas enrolam ternuras, se desfazem em desejos sempre a sussurrar.

ARDE-ME O PEITO


Abro os olhos a custo. A cabeça teima em doer, recosto-a na cadeira a travar o pensamento. Estes dias de exilio, sem nada para fazer ou sem nada poder fazer, trazem maior velocidade ao pensamento. A minha vida por um cigarro! Meio, pode ser? Não?! Que cruel esta garganta inflamada ao extremo, a tolher-me a voz, este peito em ferida! Ah! Eu quis embalsamar as dores do peito, dar-lhes rostos de olhos parados e baços, inertes, inofensivos, para as contar uma a uma, como troféus, e rir sozinha na minha demência. Eu quis embalsamar o peito para impedir mais dores, outras dores, dores. Esqueci-me de lembrar como se arrefece o peito, como se congela o peito e se torna uma placa transparente ou opaca, fria como um glaciar. A dor parte-me o peito em pedaços, lascados como vidros. Não esta dor, não esta dor, que esta dor é outra dor. E o peito arde de dor, arde de amor!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

QUEM ME DERA...


Arde-me o corpo febril, arrasto-me fragilizada e impotente, o peito pressionado pela falta de ar. Só tu me fazes erguer os olhos que choram costantemente ao estalar da dor que me consome a cabeça. É gripe, digo eu que me arrasto para os dedos. Lá fora há uma lua que brilha entre as nuvens e a ramagem negra das árvores nocturnas, mesmo em frente à minha janela. Mas hoje não tenho cigarros para fumar e a janela está distante da cama onde passei o dia. Fico de olhos bem abertos presos no tecto branco a desenhar cada palavra, a ouvir cada música e já não sei se deliro de paixão se é a febre a delirar em mim. Queria dizer-te da emoção, dos sentires enquanto aguardo cada chuva de frases que me inunda os sorrisos. Tudo é tão belo em ti! Abro as palavras  vezes sem conta, para te ver, para te ver, e ouvir o teu nome entre melodias crepitantes. Tão belo, tudo é em ti! Quem me dera eu não sonhasse. Quem me dera tu estivesses, à minha, à minha espera.

domingo, 13 de novembro de 2011

HOJE


Praia das Bicas - Meco

No fio das palavras.
No limiar do sonho.
Os loucos são todos os outros.

sábado, 12 de novembro de 2011

CARTAS ANÓNIMAS

Praia das Bicas - Meco
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O mar é agora da cor que quisermos. Nasce em castanho nos meus olhos e vai oferecer-se aos teus para que o pintes da cor desejada. Que eu não sei senão deste bater de asas, deste voo que solto no olhar para me encontrar contigo. O mar é agora este imenso brilho que me desperta no levantar das palpebras para te olhar e desvendar os segredos. Batem confusas as ondas, embatendo nas emoções descontroladas deste peito a tiquetaquear no silêncio da noite. Esta noite que se faz de espera e de desejo, a vontade de te invadir a casa, de te dizer que acredito nos dizeres do vento. Tu a alojares-te dentro de mim e isto tudo a consumir-me por dentro! Tu no silêncio da noite eu na noite perdida no teu silêncio, perdida em ti. Preciso que me digas se isto é o que eu invento para sobreviver ou se é o que sobrevive às minhas ilusões.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

YES



Vontade de beijar as estrelas...

'E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música' (Friedrich Nietzsche)".

domingo, 6 de novembro de 2011

PORQUE TARDAS?

Foto do meu filho

Trazer às mãos, um a um, cada floco da tua neve, acariciar até seres fogo. Queimar todas as tuas dores. Aquecer-te a solidão entre incensos e flores e perder-me na ternura dos abraços. Adiar o passado para os dias da lucidez acesa, que agora quebranto à luz morna deste sonhar de olhos acordados. Trazer ao peito todos os teus ecos e redimensionar a voz num único timbre onde embalarmos. Pernoitar num enlaço de almas sem madrugada anunciada.
É meigo o meu pensar em ti.
Quero o teu respirar junto ao meu,
num dia breve que tarda.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CARTAS ANÓNIMAS




Fala-me num idioma que eu não conheça. Não te esforces, em boa verdade só conheço o português. Diz-me coisas que eu não entenda e me façam sorrir. Esquece o preto, o cinzento e o amarelo. Fala-me em azul ou vermelho, junto às farripas do cabelo, na nuca, em jeito de brisa a sacudir uma folhagem. Adensa-me o espirito de ventos que arrastem as núvens para outro continente. Limpa-me o céu. Formata-me o sol para que brilhe intensamente ainda que seja necessário reíniciar. Fala-me num idioma que eu não conheça. Como se estivesse de passagem por uma terra estrangeira e desejasse ficar para sempre. Faz-me sentir uma parede sem retratos, um campo de papoilas ou um lago perdido entre montanhas. Dá-me cores para ver mas, sobretudo, para sentir. Dá-me um aroma para levitar e, por fim, caír em teus braços. Corta-me a respiração, mas não te esqueças de me prestares os devidos socorros, de ma restituires. Dá-me um punhado de sonhos e uma mão cheia de lugares que possam ser comuns. Fala-me num idioma que eu não conheça. Porque gosto quando falas e me parece que entendo tudo, porque me fazes sorrir. E há coisas que não precisam de tradução. Há coisas que não se explicam! Coisas que se agarram pela cintura e se elevam à medida dos lábios.