quarta-feira, 5 de novembro de 2014


É sempre a mesma coisa! 
Eu a adormecer as promessas, a arrastar os passos, a engolir as palavras, eu e esta duvidosa angústia de ser só eu e o meu ferro, onde todos os vidros se estilhaçam. É sempre a mesma manhã aninhada num cansaço infindável das oscilações dos outros. É sempre o mesmo mar de ondulações, a mesma crise, a mesma pessoa em todas pessoas. É sempre tudo igual, num formato industrial. 
Grandes são as árvores, apegadas às suas raízes, firmes, constantes na sua obra, voltadas para o céu e para a terra, puras, sem outra necessidade que não seja o cântico do vento e das aves, o choro da chuva. 
São sempre as mesmas vaidades!

2 comentários:

Francisco Vieira disse...

porque as palavras prolongam os dedos quando fica muito frio: um dia ouvi dizer de sonhos que adormecem ao correr dos dias e de noites que se conhecem no sonho de pessoas que gostam de fotografar caixas de correio.

gosto de palavras quando as consigo ler.

obrigado
F

espinhos e outras flores disse...

Obrigada Francisco. Também sinto as tuas palavras que sempre vou acompanhando.

I