terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

QUEM SABE!...


Amanhã, quem sabe! Talvez amanhã, talvez! Quem sabe, possa encontrar-te, debaixo de uma varanda, a fugirmos da chuva. E eu te conte, assim, como quem começa a falar com um vizinho, que nunca uso guarda-chuva. Que gosto de correr e saltitar debaixo dos beirais, como se dela a fugir ou com ela a brincar, e senti-la a escorrer no rosto. E te diga que sou uma estranha, até nas minhas próprias memórias. Que estou ali porque tranquei todas as portas para não poder regressar. Que estou a morrer para todas as coisas que não me fazem falta. E, por isso, não tenho histórias, nem uma única história, para te contar. E, depois, quem sabe, nos sentemos a tomar um café e tu me contes algumas das tuas histórias. E eu possa então, recomeçar a inventar sonhos.

Amanhã...

Um comentário:

comboio turbulento disse...

não guardes para amanhã o que podes fazer hoje :)