quinta-feira, 8 de julho de 2010

ADITAMENTO


O verdadeiro significado das palavras, aquele que efectivamente encerram, é o de assumir uma (i)realidade, a declaração quase pública de uma platónica paixão. Falar de um sonho que sonhou ser mais que um sonho.

.

Não há palavras que possam descrever a verdadeira efervescência da pele.
Da pele que desperta pela manhã
da pele que reclama viver
a cada poro que se abre.
Da pele que me ondula no bater do peito,
que deseja outro peito, a areia, o sal.
Da pele para onde todos os sentidos convergem,
da pele palpável, sentido dos sentidos,
palavras,
textura e forma.
O único significado possível de quem quer
de quem assume um querer.
Da pele que sabe que
inevitável e sublimemente
a vida exige vida.

.

.

.
A natureza é tão extraordináriamente simples! Um sentimento não deve ser mais do que isso: extraordináriamente simples e natural.

Um comentário:

jchacim disse...

concordo e assino por baixo